Showing posts with label CLC_7. Show all posts
Showing posts with label CLC_7. Show all posts

Wednesday, 11 November 2009

Fundamentos de cultura língua e comunicação

Área de Competência: Base

Descrição da UFCD: CLC_7

• Intervém de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões culturais, linguística e comunicacional.
• Revela competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto profissional em que se inscreve.
• Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais.
• Identifica os principais factores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.

O desenvolvimento humano é um processo global que implica o crescimento físico, desenvolvimento biológico e a aprendizagem.
A educação e o meio ambiente em que crescemos e as experiencias a que estamos sujeitos é que nos tornam seres únicos.
Há até um ditado que completa o anterior nomeado no módulo de CLC7, que diz, “a educação de um filho começa 20 anos antes de ele nascer”, refere-se ao facto de que para se ser um bom educador, tem que ser bem-educado. Educado no sentido de ser um ser equilibrado psiquicamente, e integrado socialmente e culturalmente.
Por essa razão, o humano utiliza os mais diversos tipos de linguagem para empreender a comunicação com a humanidade.
A comunicação não se realiza unicamente quando estamos perante outros seres, na verdade, ela é tudo o que nos envolve no dia-a-dia. Começando assim que nos levantamos, saudando o nosso próximo com palavras, gestos, ou até mesmo quando temos a necessidade de exteriorizar os sentimentos sob a forma de palavras audíveis como, o choro, o riso, a dor, o medo, de entre tantos sentimentos.
Segundo os filósofos, o homem só se conseguiu libertar da sua primitiva animalidade, após a descoberta do fogo e do uso A primeira linguagem visual surgiu quando o homem caçador teve necessidade de transmitir à tribo, o que fazia para sobreviver, representando assim, várias pinturas rupestres no interior do seu habitáculo.
Mais tarde, o homem inventou novas formas de escrita, cada símbolo representava uma ideia um som, e foi assim que surgiu o alfabeto. Consequentemente devido à capacidade que o homem adquiriu para transformar vários produtos naturais em matérias-primas, inventou o papiro e mais tarde o papel.
Com a invenção do papel a transmissão do conhecimento alargou-se a todos os grupos da sociedade. Mais tarde lançou-se na descoberta de outros meios, de outras matérias e outros engenhos, para poder comunicar com maior rapidez e a maior distância.
Gutenberg foi o grande inventor da imprensa. Afirma-se, que teria inventado os tipos móveis, tipos de caracteres individuais de metal e o desenvolvimento de tintas à base de óleo para melhor usá-los. Aperfeiçoou ainda, uma prensa gráfica inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho.
No período em que frequentei o curso de Artes Gráficas, tive a oportunidade de trabalhar com as ditas máquinas rotativas de Gutenberg. Também, elaborei alguns trabalhos desde a composição de textos em caracteres de chumbo, o que achei muito interessante, até á impressão dos mesmos na dita prensa.
Contudo, a imprensa sentiu a necessidade de evoluir, pois a sociedade tinha cada vez mais a sede de informação e conhecimento. Os livros e os jornais eram um dos meios de aprendizagem e comunicação. Os jornais propunham ao público, artigos com assuntos de grande profundidade, como as noticias, as crónicas, processos científicos, entre outros, e com o passar dos tempos, criou novos tipos de jornais. A notícia, a reportagem, a entrevista têm como finalidade informar, tal não acontece com a crónica, que por norma é breve e surge numa página fixa do jornal. A crónica que estudámos, “A casa dos beijos”, faz-nos uma critica á sociedade infeliz e preconceituosa e evidencia-nos que não há mal nenhum em amar. A crónica remata sempre com uma frase chave onde está contida a ideia principal do ponto de vista do autor.
As notícias sobre crimes, sexualidade, acidentes, são os meios mais eficazes de atrair a clientela. Tendo em conta que, para uma boa publicidade, é imprescindível ter-se muita criatividade, para que possa aliciar o publico com novidades em primeira mão. A imprensa limita-se quase exclusivamente à função informativa, não estabelecendo qualquer contacto com o público. Com toda esta evolução, criou técnicas para poder cativar cada vez mais o público, político, económico e cultural. Hoje, os processos de impressão evoluíram de uma tal forma que para poder fazer qualquer tipo de publicidade, não precisamos de ir obrigatoriamente a uma tipografia. Agora, todo o cidadão tem acesso a novas tecnologias, a sociedade tem a noção que estar informado, é “chegar mais além”.
As novas tecnologias trouxeram evoluções na comunicação, linguagem e cultura.
Em relação a este tema, analisámos o poema, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” Constituído por duas quadras e dois tercetos, de Luís de Camões e o conto “O Largo” de Manuel da Fonseca. “Esse vasto mundo onde qualquer coisa, terrível e desejada, está acontecendo.” Esta frase retirada do texto, demonstram-nos como a vida está em constante mudança.
O conto “O Largo”, retrata-nos as tradições de um passado, trazendo até nós as vivências, costumes e valores de uma determinada época e as alterações que a mudança e o progresso reflectiram naquela aldeia.
Foi um dos contos que me despertou um interesse especial, pois comparo-o com a história da minha aldeia.
O conto do escritor alentejano, relata o desempenho do Largo nas sociedades e na sociedade local em particular. É no Largo que se situa a igreja, onde os fiéis aos domingos de manhã se deslocam para ir à missa, onde se encontram na taberna ou no café, pondo a conversa em dia, onde se fazem negócios e marcam encontros. O Largo funcionava como reagrupamento para os homens e a casa era para as mulheres. Não saíam sozinhas à rua porque eram mulheres, quando iam visitar as amigas, os homens deixavam-nas à porta e entravam numa loja que ficasse perto à espera que elas saíssem para as levar para casa. Eram elas que iam à missa enquanto os homens não passavam do adro e não entravam nas casas sem que fossem obrigados a tirar o chapéu.
Depois cortaram os eucaliptos ao Largo, e o Largo foi morrendo. Era lá o centro do Mundo, a paisagem do espaço narrativo é modificada com a chegada do comboio, hoje é apenas um cruzamento de estradas pois o comboio fê-lo desaparecer e a vida mudou-se para o outro lado da Vila.
Na minha aldeia, Vila Nova, o largo do Soito era muito parecido, ainda existe hoje um fontanário recuperado, que foi durante décadas um local onde se juntavam as lavadeiras da aldeia, que cantavam belas músicas, enquanto as crianças brincavam por ali perto.
A separação das vilas fazia-se por um monte de rara beleza arqueológica Foi afirmado por várias pessoas idosas, que nas primeiras décadas deste século, havia ainda uma ou duas antas num largo considerado maninho, sítio em frente ao Instituto de São José.
Mais tarde, por volta de meados dos anos trinta, o negociante de vinhos no lugar, adquiriu parte daquele maninho e o adulterou, deixando assim de existir. Contam-se várias histórias que contribuíram para que aquele local passasse a ser conhecido pelo Calvário. Dizia-se que as vacas que por ali passavam a puxar a charrua enterravam-se na terra junto às antas sem que o terreno apresentasse sinais de alagamento, recusando-se a andar.
Não se sabe se por efeito de histórias semelhantes a esta, se por outros motivos, a verdade é que naquele local foram colocadas várias cruzes de pedra tornando ponto de paragem obrigatório em procissões e nunca esquecido nas tradicionais noites de cânticos para a evocação das almas, por altura da Quaresma, o que ainda hoje acontece. Esta e outras histórias ainda se mantêm vivas, mas não sei por quanto tempo. Pois estamos em constante mudança e as tradições vão-se esmorecendo.
Foram cortados os eucaliptos e a ponte que dava acesso à aldeia deu lugar a uma rotunda onde se ligam estradas vindas de várias direcções. A Aldeia cresce a todos os níveis. Há novas escolas, mais comércio e futuramente a industrialização. O largo do Soito, hoje é apenas um cruzamento onde param para ir à fonte. As mulheres entraram no mercado de trabalho, por necessidade e por vontade de evoluir na sociedade. Ainda me lembro claramente o dia em que vi pela primeira vez uma mulher a conduzir. Na altura pensei comigo mesma, “como é possível!” hoje vejo como a vida e as vontades mudaram na nossa sociedade.
O Auto da Índia de Gil Vicente, que analisei, retrata a mulher e o casamento na sociedade. Há uma duplicidade em Gil Vicente quando nos refere no texto uma Ama infiel, cheia de artimanhas, indiferente quanto ao destino do marido e outra, de uma Ama vítima do abandono e do egoísmo do marido.
Gil Vicente cria a reflexão pela oposição, a mulher é apresentada como adúltera, no entanto, ela foi deixada em casa, obrigada a viver em recolhimento privado, enquanto o marido, tomando as rédeas de sua própria vontade, parte à procura de aventuras, riquezas e glórias em terras distantes, deixando-a presa da incerteza de sua volta. No Auto, o tempo é dramático. A mudança é constante, sugerindo ao leitor a sensação da passagem do tempo. A acção acompanha a vida com as suas mesquinharias e grandezas, enriquecida pelos grandes e pequenos dramas vividos pelo Homem. Também nos revela o desvanecer da ética medieval à prática do hedonismo, que é manobrada pelo universo feminino, tendo esta, várias atitudes ao assumir uma atitude de gozo diante da vida.
Gil Vicente pegou na contextualização histórica política e cultural da sua época, para fazer uma critica à sociedade de uma forma muito subtil. Sempre foi um autor inovador, ele criticava a rir toda a sociedade, desde a classe mais alta até a classe mais baixa.
Na minha opinião, a censura existe de todas as maneiras, porque em várias circunstâncias da vida em que as pessoas se encontram, por boas ou más razões, as pessoas seleccionam, escolhem, apagam, fazem realçar o que pretendem. Mediante isso, existem tantos temas controversos, como a eutanásia.
A palavra eutanásia é composta de duas palavras gregas “Eu” e “Thanatos” e significa “uma boa morte”.
A eutanásia está indirectamente relacionada com a ciência no ponto de vista em que com os novos avanços da tecnologia, existe uma melhoria significativa das condições de vida da maioria dos humanos. Todas estas novas criações proporcionadas pela tecnologia dão-nos outra perspectiva de vida, a maioria dos doentes recuperam com mais facilidade, reflectindo assim, como o homem progrediu na medicina.
Na Antiguidade, a maioria dos médicos não tratava pacientes terminais, logo, havia poucas opções e praticavam a eutanásia.
Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma “morte boa”, como resposta apropriada e racional a diversos males.
A atitude dos gregos e romanos antigos a favor da eutanásia assistida, encontrou resistência nos primeiros séculos da nossa época. O judaísmo e o cristianismo criticaram-na fortemente, pois não era uma morte natural.
Foi apenas na Europa Moderna que o tema do suicídio e da dúvida sobre viver ou não, começou a ser discutido em livros, peças de teatro e entre os intelectuais da época.
Apesar dos debates, o apoio ao suicídio como afirmação da autonomia individual e protesto contra a convenção moralista da Igreja, nunca foram suficientes.
Filósofos do iluminismo, não apenas descreviam o suicídio como socialmente desejável e uma questão de opção pessoal, como também indicavam a hipótese de que eram factores materiais que levariam uma pessoa a cometê-lo.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX ocorreu uma mudança, foi a posição dos médicos em relação aos pacientes terminais. Uma nova ética era formada e os médicos começaram a preocupar-se mais com o bem-estar dos doentes terminais. O problema da eutanásia não se limita aos aspectos éticos, morais e filosóficos do doente, do seu direito à autodeterminação ou a uma morte digna, mas também à ética que rege a actuação dos profissionais de saúde, e sobretudo com questões de ordem jurídica que, variam de país para país.
Em Portugal a lei não prevê nenhuma forma de eutanásia e o código penal considera a morte induzida ou o suicídio assistido como homicídio qualificado, não havendo qualquer caso de jurisprudência nesta matéria.
No entanto, este é um debate que, mais tarde ou mais cedo, terá lugar na sociedade portuguesa.
Eu defendo a eutanásia, mas apenas em certas circunstâncias. Na minha opinião, a lei sobre a eutanásia deveria simplesmente reconhecer que há razões objectivas, que fazem com que as pessoas prefiram a morte à vida: dores insuportáveis, condições de vida degradantes, e a certeza de que a morte se aproxima e em desespero. Nestes casos, deveria ser permitido que um especialista ajudasse essa pessoa a morrer da melhor maneira possível, em paz e rodeada pela família e amigos. As pessoas com doenças em fase terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de sofrimento físico e psíquico muito intenso, em que desejam apenas acabar com tudo aquilo.
Infelizmente já vi e ouvi esse desejo em alguém. E se para mim foi uma tortura ouvir essas palavras, maior é a tortura para quem está a sofrer.
Mas há também momentos em que lutam dia após dia para viverem um só segundo mais. Por isso, deveríamos dar a estas pessoas, condições para viverem os últimos momentos das suas vidas, com o menor sofrimento possível, através de uma maior dominação do sofrimento.
Sendo para isso necessário que se crie uma rede de cuidados apelativos em Portugal.
Uma equipa de profissionais que assista estes doentes na sua fase final, com o único objectivo de melhorar a qualidade da sua vida neste transe definitivo, atendendo às necessidades físicas e psíquicas, do paciente e da sua família.
O doente precisa de se sentir seguro, de ter a segurança de alguém que o apoie e não o abandone. Necessita de amar e de ser amado.
Infelizmente, existem pelo mundo fora pessoas que beneficiam com a morte e sofrimento de outros.
Neste módulo visualizei o filme, “O fiel jardineiro”. Demonstra-nos como o poder económico consegue manipular este povo sofrido e mal tratado, considerado o mais humilhado da história moderna. Existem crianças inocentes que pagam um preço alto, a miséria, desnutrição, abandono. Vítimas de uma política suja, condenadas à morte por violentas guerras civis, por doenças como a Sida e a Tuberculose. As atrocidades que o estado Britânico e a industria farmacêutica causam. Este povo é usado como cobaia para experiencias de novos medicamentos supostamente para tratar a tuberculose. O factor económico é a destruição dessa sociedade.
África tenta sobreviver, tendo como única esperança médicos e seminaristas que passam as fronteiras e desafiam a política corrupta para salvar estas vidas, tentam fazer com que sorriam novamente e que tenham uma vida digna. Não podemos deixar despercebida a dor de tantos que esperam a nossa ajuda.
Devemos alertar cada vez mais a sociedade para este problema que também é nosso. Através das novas tecnologias, pois é para isso que elas existem, para nos ajudar.
Quando vi o sofrimento deste povo, fiquei deveras chocada, é um atentado moral ver tantas crianças a passarem por terríveis torturas pelo movimento rebelde. Não conheço nenhuma outra parte do mundo onde exista uma emergência com tantas proporções como a África com tão pouca atenção internacional.
Penso que a vida dos sofredores assusta e afugenta a maioria da sociedade. Infelizmente é assim pelo mundo fora. Milhares de crianças sofrem e o mundo nem se apercebe.
Em relação a este tema, analisámos um texto muito subjectivo da auto-biografia de Vergílio Ferreira onde o autor expressa as suas emoções, o seu estado de espírito em diversos episódios da sua vida.
O autor relembra a partida do pai e mais tarde o abandono da mãe e da irmã. Estas imagens ficaram-lhe gravadas na memória, causando-lhe um enorme vazio, desespero e angustia. Toda a sua infância fora triste e sombria. As tias submeteram-no ao asilo, privando-o de uma infância “normal”.
Seis anos mais tarde, enchendo-se de coragem, saiu do seminário foi para o liceu, e de mais tarde para a Universidade. O recomeço de vida foi muito difícil, pelo facto de se descobrir como homem e como cidadão comum. Tudo parecia violento demais para uma personagem pacata e reservada como ele. Por isso, Évora fora a sua grande paixão, é a cidade que o identifica, e passo a transcrever o que ele sente. “Évora do silêncio com sinos nas manhãs de domingo, estradas abandonadas à vertigem da distância, ó cidade irreal, cidade única, memória perdida de mim”. Este homem vestiu diversas personagens, a de filósofo e escritor, a de ensaísta, a de romancista e a de professor. Este pensador fazia constantes reflexões acerca do sentido da vida, sobre o mistério da existência, acerca do nascimento e da morte, enfim, acerca dos problemas da condição humana.
Podemos constatar, que de facto no texto auto biografia, há uma carga maior de emoções, não é meramente informativo.
As experiências pessoais constituem uma fonte de aprendizagem ao longo da nossa vida.
Sou portuguesa, vivo numa aldeia a 7 km de Viseu. Tenho as minhas origens nesta cidade, que considero a mais linda de todas.
Sou gémea de bolsas distintas. A minha mãe não teve tempo para se deslocar à maternidade, e a minha irmã nasceu em casa com a ajuda de uma parteira da aldeia, juntamente com a minha avó materna. Naquele tempo, os transportes eram escassos e o meu tio, irmão da minha mãe, como estava sempre por perto, levou-a para o hospital.
Duas horas mais tarde e já na maternidade, nasci eu e só nessa altura é que a minha mãe se apercebeu tinha tido dois bebés. Não há dúvida, que as novas tecnologias vieram fazer a diferença.
Passamos então a ser, quatro rapazes e três raparigas. Passados dois anos, com o nascimento de mais um rapazinho, a família ficou completa, oito filhos, com diferença de idade de cerca de 2 anos. Antigamente, era de tradição darem os nomes dos padrinhos aos afilhados. Tenho a felicidade de ter uma irmã gémea, e os nossos nomes foram escolhidos pela irmã mais velha. Se não o fosse, hoje teria o nome de Arlete, nome da minha madrinha
Apesar de o meu pai trabalhar como emigrante, não tivemos recursos suficientes para poder estudar, como éramos uma família grande, todos tivemos de trabalhar para ajudar a minha mãe. Penso que a ausência paternal fez com que eu lutasse para ser o que sou hoje.
A minha trajectória de vida esteve sempre em mudança. Quando sai da escola, (educação Informal) na altura não me preocupei muito, o método de ensino era severo e rigoroso. Só uma professora se diferenciou em relação às outras, professora Isabelina era assim que lhe chamávamos, era atenciosa e preocupada connosco. Foi então que ingressei no mercado de trabalho, com 12 anos de idade. Foi na restauração que me fixei mais tempo. Lidar com o publico não é fácil, mas dá-nos uma grande lição de vida. Aprendi a lidar com vários tipos de situações, o que fez com que eu começa-se a aprender a saber estar e a saber ser.
Já aos 18 anos, apercebo-me que o mundo mudava. Fiz o curso que me lançou para a criação e venda de publicidade. Actualmente, tudo o que foi aprendido ficou desactualizado, pois as novas tecnologias inovaram por completo a realização das mesmas. Mais tarde emigrei, na suíça conheci novas culturas e línguas, novos métodos de trabalho.
Nunca tive receio de me aventurar, de fazer algo de novo, de diferente. Aprendi muito com todas essas experiências. Hoje, devido à responsabilidade e a aprendizagem ao longo da vida, (educação não formal), as minhas escolhas são mais ponderadas.
A formação profissional actuou num espaço tridimensional, tenho consciência de que as vivências, as experiências e os conhecimentos que adquiri, foram muito importantes. E esta educação não formal reforçou a minha óptica de ver como é importante, a justiça social o respeito pelos direitos humanos e a tolerância. Esta formação ajuda-nos a conquistar relações mais ricas entre as pessoas. É uma educação para novas relações e para novas expressões do ser social.
Todos os trabalhos de grupo, ideias, actividades integradoras que realizei, fez crescer em mim uma motivação intrínseca, pois todas estas mudanças e exigências fizeram com que tivesse a necessidade de ter um pouco de conhecimento em todas as áreas, cidadania, cultura e tecnologias, Cada vez mais as empresas procuram profissionais multifuncionais, para conseguir vencer a grande batalha entre o sucesso e o fracasso, por isso, é preciso aperfeiçoarmo-nos de acordo com o mercado.
Durante as nossas vidas aprendemos a filtrar a emoções. Se pudesse viver de novo, daria mais afecto às pessoas queridas que já partiram, porque a saudade é demasiado longa.
E mudaria certamente o meu percurso escolar, porque a aprendizagem faz parte da vida.