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Wednesday, 11 November 2009

Processos Identitários

Área de Competência: Base

Descrição da UFCD: CP4
• Assume condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária.

• Integra o colectivo profissional com noção de pertença e lealdade.

• Valoriza a interdependência e a solidariedade enquanto elementos geradores de um património comum da humanidade.


Neste módulo aprendi um pouco de tudo o que diz respeito á identidade do ser humano, foi um módulo em que vivenciamos episódios do dia-a-dia e que serviu para sabermos dar soluções a problemas diários.
É no progresso, na solidariedade da sociedade que a humanidade encontra os mais sólidos, mais generosos e mais humanos dos seus valores éticos. Para se poder viver em sociedade, há que ter um código de ética e moral, ou seja, normas que regem a nossa sociedade prevendo também que quando esses valores não são cumpridos haja uma punição exemplar de acordo com toda a sociedade. Uma sociedade é formada pela família, pelo próximo, pelo amigo, pelo vizinho, pelo colega profissional, todos pertencemos a uma sociedade, que embora diferentes, há determinados valores que devemos ter em conta. Os valores éticos, culturais e até mesmo religiosos são iguais em qualquer parte do mundo.
Se conseguimos respeitar o nosso semelhante, quer particular quer profissionalmente, se conseguirmos ser leais com o nosso próximo e com os nossos princípios, conseguimos viver em harmonia.
Tudo o que acontece no mundo, seja no meu pais, na minha cidade, no meu bairro, na minha escola ou no meu trabalho acontece comigo, portanto eu preciso de participar das decisões que interferem na minha vida. “Todos temos os mesmos direitos e deveres, porque não lutamos todos pelo mesmo?”
Aplicando a minha experiência em contexto profissional, tratei sempre de igual modo todas as pessoas, fossem elas de que etnias fossem e procurava saber se precisavam de ajuda quer profissional quer intelectual.
Quando trabalhei no Centro Paroquial do Campo, tive a oportunidade de conviver com os mais idosos, com as crianças em tempo escolar e com os bebes. Foi uma das experiências mais gratificantes a nível intelectual que já vivi. No início, quando lidava com os idosos, foi um pouco chocante ver como muitos deles se sentiam sós. E o facto de lhe ter de por o babete e dar de comer a boca, dava-me uma enorme vontade de chorar, muitas vezes tive de esconder as lágrimas. Aquele sentimento que vinha de dentro de mim era de uma grande ternura e carinho, sentia que precisavam de mim a todo momento, a todo instante, eram os meus bebes! Com o passar dos dias, sentia-me cada vez mais forte para os ajudar com tudo o que tivesse ao meu alcance. Considero que envelhecer, é muitas vezes um processo delicado e doloroso, e portanto, para mim, todos são iguais.
No entanto, no que dizem respeito à igualdade, os princípios revolucionários mantêm-se distantes no horizonte. Mesmo sem garantias definitivas da sua realização, o desejo cumpre seu papel, educar para despertar a consciência dos homens de boa vontade e assim, o conteúdo imaginário do momento presente poderá ser concretizado amanhã.
O homem deseja mais ser livre do que escravo, mas também prefere mandar a obedecer. O homem ama a igualdade, mas ama também a hierarquia quando está situado em seus graus mais elevados.
O homem ama alguém do mesmo sexo, é considerado um Ser diferente.
Existem maneiras práticas e eficientes de defender os direitos iguais para todos, antes de tudo, por meio de atitudes pessoais, no dia-a-dia, com as pessoas com quem se convive: tratando a todos com respeito, sem se importar com a cor, a idade, a aparência, a condição social e sexual, a religião e muitos outros preconceitos. Pois por vezes a sociedade, tem preconceitos que nem percebe.
Em relação à homossexualidade, as pessoas têm o direito de dizerem o que pensam, desde que isso não desrespeite ninguém! Não é fácil descobrir que é “diferente” do resto do mundo, pois o mundo não está preparado para pessoas diferentes. Quando se descobre que se ama outro ser, mas infelizmente não é o ser humano que os pais idealizaram, a dor é enorme, pois terá que escolher entre a felicidade dos pais e a sua própria felicidade. Ou então, vive escondido e frustrado. E quando é descoberto, é humilhado, negado e escorraçado.
Tenho um grande amigo de infância, e desde que ele se assumiu perante a sociedade ser homossexual, a vida dele transformou-se num caos. Até eu que o acompanhava, era criticada.
Foi nessa altura que se apercebeu que estava praticamente sozinho no mundo, sem saber porque teria de ser assim. Muitas vezes expressava a sua dor comigo e dizia; “Será que amar vai ser sempre assim tão mau! Eu sou uma aberração? O nosso modo de amar é diferente! Mas é amor! somos iguais a ti. Não existe respeito! ”
Homofobia mata. Existem pessoas que são agredidas todos os dias, são alvos de piadas e de bisbilhotice. Por dia, dois homossexuais são assassinados no mundo, jovens são enforcados no Irão, alegaram que é crime a opção sexual deles, e eu pergunto-me; O crime é deles?! Essas pessoas tinham pai, mãe, irmãos, avós, uma família e amigos. Opção é quando alguém te dá o direito de escolha, e ninguém perguntou se eles queriam ser alvo de tudo isso.
Na minha opinião, a reacção homofóbica provém da ignorância que faz com que muitos imaginem que a homossexualidade seja uma escolha livre e inconsciente, ou que se pega através de sedução ou imitação herege.

A lagarta quando fica no casulo, ninguém dá muita importância, poucos a observam, mas quando se transforma em borboleta todos a admiram. As pessoas que ficam enclausuradas nas suas residências ou instituições, são conhecidas por poucas pessoas, mas as que voam para outras áreas, fazem com que os outros as observem e comessem, também a reconhecê-las como parte deste mundo.
A cidadania é um direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos, não é um dado, é um traçado de convivência colectiva que requer o acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de afirmação dos direitos humanos.
A sociedade portuguesa conheceu, após o 25 de Abril de 1974, alterações de grande importância, em contraste com o forte imobilismo social das décadas precedentes.
As mulheres alargaram o seu espaço profissional, a escolaridade aumentou, e a mobilidade social é notória, as condições de vida melhoraram, assumiram-se direitos inquestionáveis, os sectores de actividade adquiriram outra face a relação activos/reformados, para não falar em equipamentos individuais; os electrodomésticos, telefones, e colectivos; hospitais, escolas, centros de saúde, esgotos, rede pública de abastecimento de água, entre muitos outros disponíveis.
O novo recenseamento eleitoral abrangeu mais de seis milhões de eleitores e durante o Estado Novo o número mais alto foi de um milhão e oitocentos mil em 1973, o que constituiu um êxito para a democracia.
Até os dias de hoje, os sinais resultantes na caminhada da conquista efectiva desses direitos, a emigração, migração, aparecimento das sociedades, o estatuto das mulheres nas sociedades é de progresso, apesar de que em alguns países menos desenvolvidos, as mulheres ainda sofrem muitas lutas pelos direitos dos trabalhadores.
A identidade nacional, por exemplo, estabelece laços de pertença por proximidade geográfica, linguística e cultural entre indivíduos, mesmo geograficamente distantes, e comunidades locais que se representam como integrados numa grande sociedade.
O tema identidade e patrimónios culturais remete-nos para a questão da relatividade cultural. Hoje, mais do que nunca, a questão da relatividade cultural tem-se como uma forma de enriquecimento pessoal. Nas agências de viagens, afluem os turistas que procuram conhecer o melhor que cada país pode oferecer. A gastronomia, música, arquitectura, as lendas, as danças e os trajes regionais, as paisagens são um ponto de passagem obrigatório para cada turista. É por isso que a preservação do património cultural tem-se constituído como uma prioridade absoluta, já que permite uma forte fonte de ingressos para cada país assim como a manutenção da identidade nacional.
São de louvar todas as políticas, nacionais e internacionais, que visam preservar o património cultural da humanidade. A Agenda 21 é um processo inovador e especial porque, existe um mandato acordado pelas Nações Unidas e são já muitos os exemplos de autoridades locais em todo o Mundo que a estão a implementar. Reconhece o papel chave das autoridades locais na promoção da sustentabilidade ao nível local. Envolve uma responsabilidade global, não só através da redução dos impactos ambientais directos e indirectos, mas também da partilha de experiências com este fim. Apela à participação de todos os sectores da comunidade local. Integra a componente ambiental, social, económica e cultural, com o objectivo último de melhorar a qualidade de vida dos habitantes, baseando-se nos princípios do desenvolvimento sustentado. É mais do que um “plano verde”.
Quando não estamos no nosso País é que nos apercebemos de determinadas coisas que, provavelmente, no nosso quotidiano não atribuímos qualquer valor. O património não é só os nossos Monumentos, Mosteiros, Conventos, Castelos, entre outros. O património que nos identifica como Portugueses é as nossas Língua, que através das conquistas espalhamos pelos quatro cantos do Mundo. O Português é a língua oficial em nove Países, sendo ainda falado em três Estados da Índia, em Macau e em Timor. O fenómeno imigração já vem da época das conquistas, em que partimos por aventura, porque éramos obrigados ou porque necessitávamos de trabalhar.
Todas as Nações que fomos conquistando, deixamos a nossa marca. A nossa Língua, os nossos costumes ou tradições, a nossa religião e a nossa arquitectura. Ao sermos emigrantes servimos o nosso País em todas as frentes, mantemos e divulgamos o nosso Património, contribuímos para as relações comerciais intercontinentais e ajudamos a economia Portuguesa.
Apesar de sermos um País relativamente pequeno, conseguimos dar bastante impacto no que diz respeito ao desporto, não só no futebol mas também nos Jogos Olímpicos. Os nossos jogadores continuam a elevar a bandeira ao mastro mais alto.
Relativamente à minha entidade, os aspectos que mais contribuíram para a construção da mesma são vários. Até ao momento do meu pai emigrar para a Suíça e a minha mãe ter de cuidar de oito filhos sendo o mais velho de 14 anos de idade, cedo me ensinaram que a vida nem sempre é o desejamos, antes ao contrário, ao desejarmos algo temos de lutar para obtê-lo. Com a ausência do meu pai, eu e meus irmãos estudamos até completarmos a escolaridade obrigatória, com 12 anos de idade emigrei para a França, um ano depois ingressei no mundo do trabalho. Tive variadíssimas experiências profissionais, desde comércio à hotelaria, Artes Gráficas à venda de publicidade, de Hotelaria a restauração, até ao convívio com os mais idosos. Esta diversidade foi muito importante para a construção da minha identidade. Motivada pelos aconselhamentos de todos os que me rodearam, aprendi o sentido da responsabilidade, do respeito e da oportunidade.
Todas as pessoas que passaram na minha vida deixaram um pouco delas em mim.