Área de Competência: Base _STC_7
Descrição da UFCD: STC-7
• Reconhece os elementos fundamentais ou unidades estruturais e organizativas que baseiam a análise e o raciocínio científicos
• Recorre a processos e métodos científicos para actuar em diferentes domínios da vida social.
• Intervém racional e criticamente em questões públicas com base em conhecimentos científicos e tecnológicos.
• Interpreta leis e modelos científicos, num contexto de coexistência de estabilidade e mudança.
A nossa existência deve-se a um longo processo, do qual nós estabelecemos a sua "origem'' e evolução a 18 bilhões de anos atrás. Neste curso de tempo associa-se uma teoria, a Teoria da Grande Explosão (Big Bang). Foi a partir do Átomo, (menor partícula que ainda caracteriza um elemento químico) que tudo se gerou e evoluiu. O átomo é uma partícula que compõe tudo, ele é composto de um núcleo que contem protões e neutrões, envolta do núcleo ficam electrões. (Ele apresenta um núcleo com carga positiva (Z é a quantidade de protões e "E" a carga elementar) que apresenta quase toda sua massa (mais que 99,9%) e Z electrões determinando o seu tamanho Como diz a ciência, instantes após o Big Bang, a pura energia pôde condensar-se nas mais diminutas partículas, os "QUARKS" os ELÉTRONS, e os NEUTRINOS. Acredita que foram produzidos em grandes quantidades nos primeiros instantes da existência do universo.
A análise da anatomia e fisiologia do homem mostra que ele se diferenciou dos outros mamíferos.
O estado humano actual foi atingido no decurso de uma longa evolução de espécies humanas. Por isso pensou-se durante muito tempo que o homem descendesse dos sismos.
O “Homo Sapiens” foi incapaz de sobreviver no seu retiro de o ecológico apenas com a determinação do código genético, sem a aprendizagem de códigos culturais próprios ao sistema da sociedade em que nasce e cresce. Estes códigos culturais consistem no modo de relação do homem com o mundo, inventando utensílios capazes de prolongar os órgãos de relação atrofiados, transformando assim o mundo em que vive. A tecnologia própria a cada civilização só é possível graças à invenção de símbolos que a conseguem projectar e transmitir através das gerações.
Segundo Lamarck, o princípio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais, a lei do uso ou desuso, ou seja, o uso de determinadas partes do corpo do organismo fariam com que estas se desenvolvessem e o desuso, com que se atrofiassem. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos, ou seja, alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, seriam transmitidas aos descendentes.
O facto é que a teoria de Lamarck caiu em descrédito e a teoria da evolução de Darwin, hoje chamada de “Teoria da Evolução Sintética” é que foi aceite como verdadeira pelos cientistas. Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, idênticos entre si. É no ADN que está contida toda a nossa informação genética, sob a forma de genes. Ele é constituído por quatro tipos de nucleótidos, unidade básica do ADN que por sua vez é constituído por uma pentose, um grupo fosfato e uma base azotada, que se associam de uma forma específica, formando uma cadeia dupla, adenina (A) com timina (T) e guanina (G) com citosina (C). Os nucleótidos são designados deste modo devido às bases azotadas que entram nas suas constituições. É possível ler a cadeia de ADN, obtendo-se uma sequência de letras, como por exemplo, ATGATTCTGTAGCCTGATCCC, a uma sequência completa de ADN dá-se o nome de genoma.
É também através do ADN, que se podem criar os “bilhetes de Identidade genéticos” isto é, a partir dos genes do ADN que se encontram no núcleo das nossas células é possível reconhecer a nossa identidade de uma maneira que ninguém o possa negar, pois o nosso ADN é único. Ou então pode-se verificar a veracidade dos progenitores, com o teste de paternidade. Um indivíduo herda dos seus progenitores as informações que determinam essas características. Os genes são unidades funcionais da hereditariedade transmitidos de geração em geração. Cada célula tem um conjunto de cromossomas que foi recebido do lado maternal e outro recebido do lado paternal. Esses cromossomas vão definir o que terá esse indivíduo, ou seja, se uma mulher de olhos castanhos tem filhos com um homem de olhos azuis, eles poderão ter filhos de olhos mais escuros ou mais claros. O que vai definir são os cromossomas. No meu caso, os genes da minha mãe possuem as minhas características, ou seja, constituem o meu fenótipo. É aquilo que está guardado, é a informação que se manifestou. Por exemplo: a minha mãe, que tem sardas (fenótipo), poderá ter genes para pele branca sem sardas (que não se manifestou e é recessivo) e para as sardas (que se manifestou e é dominante).
Hoje, mais do que nunca, a Ciência depende de um grande suporte tecnológico para poder progredir. As descobertas científicas têm sido inúmeras ao longo dos tempos. Ao modo como estas descobertas são convertidas em algo prático chama-se tecnologia.
É devido à tecnologia que hoje podemos ver se a mulher está grávida de um ou dois bebes. Na época em que nasci não havia essa possibilidade. A minha mãe só soube que estava para ter o segundo bebé, (eu) depois de a minha irmã nascer. Hoje em dia, devido à evolução das tecnologias, podemos ver a eco grafia a 3 dimensões, assim certificamo-nos se o bebe se encontra bem fisicamente.
Os gémeos podem ser idênticos ou fraternos. Os gémeos idênticos, como o nome já diz, terão o mesmo sexo, a mesma aparência física, o mesmo grupo sanguíneo enfim, capazes de confundir todos. Eles são originados de um único óvulo e um espermatozóide. O óvulo fertilizado divide-se em duas partes idênticas após a sua implantação no útero e estas desenvolvem-se separadamente. Já Os gémeos fraternos, que são o meu caso, resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides. Eles partilham até 50% da informação genética, podem ou não ser do mesmo sexo e ter ou não o mesmo factor sanguíneo. E não se assemelham mais do que dois irmãos com a mesma idade. Os óvulos podem ser libertados de um ou de ambos os ovários.
A melhor altura para saber se os gémeos são fraternos ou idênticos, será sem dúvida o momento do nascimento. Mesmo que nasçam com o mesmo sexo, para ter a certeza, o médico precisará de analisar a placenta. Se for uma só para os dois e se as membranas das duas bolsas fetais tiverem camadas finas é provável que sejam idênticos.
Mas se as placentas forem separadas e as membranas das bolsas fetais tiverem quatro camadas, é quase certo que serão gémeos fraternos. A resposta definitiva virá só depois de feito o teste que permite definir o tipo sanguíneo. Mundialmente cerca de 70% dos gémeos são fraternos e 30% são idênticos.
Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião "diferenciam-se" em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, entre outras. Os cientistas esperam que as células estaminais humanas possam abrir caminho a novos tratamentos, utilizando no futuro, células estaminais retiradas de adultos com o devido consentimento. Actualmente, os cientistas utilizam as células do embrião, contudo, surgem problemas éticos na sociedade, pois podemos considerar ou não, os embriões, seres humanos mesmo que ainda não estejam formados. É por causa da ciência que tudo se questiona.
Devem ou não impor-se limites ao conhecimento científico? Esta questão é muito subjectiva, porque, qual será o limite, se nós sociedade, quando nos bate à porta uma situação de profundo desespero a primeira coisa que fazemos é recorrer à ciência. O que mais desejamos é que nos aliviem a dor. Por isso, penso que o conhecimento científico deve ser “usado” para quem realmente necessita dele em questões de saúde, pois é o bem mais precioso que o Homem tem.
A clonagem por exemplo é um tema polémico, mas será que é uma boa opção? Seria uma boa opção para alguém tivesse por exemplo, diabetes ou a doença de Alzheimer, o embrião poderia ser utilizado para fornecer células estaminais para o curar. Algumas pessoas pensam que deveriam ter o direito de fazer o que quisessem com o seu próprio ADN, mesmo que fosse para clonagem. Outras acham que isso dará um "empurrão" à clonagem reprodutiva. Penso que a investigação científica deveria explorar todas as possibilidades, pois as células estaminais podem ser o escape para muitas doenças que de outra forma serão incuráveis, tais como a doença de Parkinson, cardíacas, Alzheimer, paralisia, acidentes vasculares cerebrais e a diabetes.
Presentemente, na nossa sociedade, só quem passa por um caso de vida ou de morte é que é totalmente a favor na utilização das células estaminais.
No ambiente o ADN é uma ferramenta importante para se salvarem espécies de animais e de plantas em perigo de extinção e mesmo para se trazerem de volta algumas que tenham desaparecido recentemente. O ADN traz a possibilidade de se criarem novas bactérias geneticamente modificadas que sejam capazes de limpar o ambiente de toxinas nocivas, pois decompõem resíduos orgânicos, nocivos para o ambiente, e transformam-nos em água e dióxido de carbono. Neste módulo tive a oportunidade de o constatar. Apresento em anexo um trabalho sobre esta matéria.
O método científico é bastante poderoso, mas tem limites. Esses limites baseiam-se no facto de que uma hipótese precisa de ser testada e contestada. As experiências e observações precisam de ser passíveis de repetição, mas não podendo usar o método experimental porque na sociedade existe o respeito pelos valores éticos.
Somos o resultado daquilo que herdamos biologicamente, mas e também sem possibilidade de quantificação em percentagem, daquilo que vivemos. Quando ocorre uma alteração no ambiente, os indivíduos que possuem características que os permitem adaptar-se às novas condições sobrevivem deixando maior descendência, e aqueles que não têm estas características, deixarão menor descendência. Pode-se então afirmar que, quanto maior a diversidade de indivíduos, maior a probabilidade de adaptação a um novo ambiente, pois pelo menos um dos indivíduos possuirá as características necessárias para sobreviver a este “novo mundo”. Assim, o conceito de evolução pode ser aplicado às mudanças do mundo biológico e às mudanças culturais e tecnológicas. O indivíduo e a diversidade de culturas existentes fazem com que a sociedade seja o que é hoje. Com efeito, o conceito de diversidade cultural, acompanhando o de biodiversidade, vai mais além naquilo que a multiplicidade de culturas contempla, em uma perspectiva sistémica na qual cada cultura se desenvolve e evolui em contacto com outras culturas.
Para tal existe o método científico que desenvolve uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Outro processo muito utilizado é o uso de estatísticas. A estatística utiliza-se através das teorias probabilísticas para explicar a frequência de fenómenos e para possibilitar a previsão desses fenómenos no futuro.
Se não fosse o avanço da ciência e do conhecimento científico, não haveria tantas questões controvérsias. No caso da eutanásia, que se tem vindo cada vez mais a ser discutida no nosso país, cada cidadão tem uma maneira diferente de a digerir, pois é abordada de maneira diferente por cada um. Uns por opção e altruísmo, pelo manter do seu papel e estatuto social, outros por medo, por a família não aceitar ou não querer vivenciar essa última fase em que termina a vida, outros, porque simplesmente acreditam que só Deus pode tirar a vida.
O Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte. É a diferença essencialmente cultural e social, que faz com que a legislação mude de país para país.
Existem determinadas etapas de doenças em que a morte é o final certo, em que o doente padece de um grande sofrimento. É aí que os princípios éticos devem ser pautados na preservação da vida, segundo estes quando o paciente está numa etapa em que a morte é algo inevitável deve ser antecedido o alívio do sofrimento.
Irá sempre haver aquele momento em que as tentativas de cura deixam de demonstrar compaixão ou de fazer qualquer sentido sob o ponto de vista médico, aí deverá ser respeitada a opinião e decisão do paciente e fazer com que o tempo de vida restante seja o melhor possível. Após várias pesquisas que fiz para fazer o trabalho que tenho em anexo e no meu blogue, considero a eutanásia como uma forma de evitar o sofrimento quando a vida não tem mais sentido, quando não se dispõe de qualidade de vida. Penso que a alimentação e a hidratação devem ser suspensas quando são inúteis para o doente. Além de inúteis, podem ser prejudiciais. Digo isto porque vivenciei de perto algumas situações. Está-se a dar ao doente uma comida que ele não vai poder digerir, nem absorver. Neste caso, ainda é pior, a alimentação vai matá-lo mais depressa.
Mas esta decisão não é fácil de tomar nos casos concretos. É importante que tenhamos em mente que o ser humano deve ser respeitado nas suas potencialidades individuais.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a vida ou a morte, mas é indispensável que as pessoas estejam informadas sobre outras formas de alívio do sofrimento como por exemplo os cuidados paliativos que tratam o sofrimento na vertente física, psíquica, social e emocional.
Considero que o sítio apropriado para a pessoa morrer é em casa, rodeada pelas pessoas que gostam dela e lhe dão conforto e carinho, pelas suas coisas, a ler os seus livros, a ouvir a sua música, entre outras coisas.
Também fiquei a saber que existem grupos de pressão interessados em legalizar a eutanásia por motivos de natureza económica, por quem paga os cuidados de saúde. Por isso as companhias de seguros estão interessadas na sua legalização.
Para terminar, penso que o projecto de lei do PS sobre os direitos dos doentes à informação e ao consentimento informado (testamento vital), já foi aprovado no Parlamento, PSD e CDS votaram contra, criticando o projecto por ser um passo para a eutanásia. No debate estabelecido há quem diferencie entre eutanásia activa e eutanásia passiva. A Eutanásia activa consiste na acção de interromper de maneira artificial, a vida de um paciente que não morreria de maneira natural. Eutanásia passiva corresponde à morte pela não aplicação de tratamentos médicos perante uma patologia que, por não ser assistida, provocaria a morte do paciente.
Aqueles que sustentam a validade e necessidade de respeitar um testamento vital consideram que a eutanásia passiva não é mais que deixar que a natureza aja no que a medicina não pode remediar.
Temos que ver o que acontece no futuro, uma vez que as leis que contornam esta possibilidade são tão complexas e controversas, que na prática ficamos na mesma.
Uma coisa é dizer, em momentos de desespero, que se deseja a morte, e isto é um sentimento humano. Outra coisa é decidir morrer.
O juramento de Hipócrates faz com que os médicos apliquem todos os recursos disponíveis para salvar vidas, e nunca para antecipar a morte.” A Igreja repudia a eutanásia, “Somente Deus tem o direito de dar ou tirar a vida”.
Num país como Portugal em que o falecimento está cada vez mais presente, as práticas antigas vão-se perdendo a olhos vistos. Os familiares afastam-se, as crianças não sabem o que é, os processos de luto são cada vez menos vividos e morre-se mais nos hospitais e nas instituições.
Penso que a ciência não pode parar, até porque o planeta, devido a tantas transformações que já sofreu, terá sempre encontrar novas formas de sobrevivência.
Descrição da UFCD: STC-7
• Reconhece os elementos fundamentais ou unidades estruturais e organizativas que baseiam a análise e o raciocínio científicos
• Recorre a processos e métodos científicos para actuar em diferentes domínios da vida social.
• Intervém racional e criticamente em questões públicas com base em conhecimentos científicos e tecnológicos.
• Interpreta leis e modelos científicos, num contexto de coexistência de estabilidade e mudança.
A nossa existência deve-se a um longo processo, do qual nós estabelecemos a sua "origem'' e evolução a 18 bilhões de anos atrás. Neste curso de tempo associa-se uma teoria, a Teoria da Grande Explosão (Big Bang). Foi a partir do Átomo, (menor partícula que ainda caracteriza um elemento químico) que tudo se gerou e evoluiu. O átomo é uma partícula que compõe tudo, ele é composto de um núcleo que contem protões e neutrões, envolta do núcleo ficam electrões. (Ele apresenta um núcleo com carga positiva (Z é a quantidade de protões e "E" a carga elementar) que apresenta quase toda sua massa (mais que 99,9%) e Z electrões determinando o seu tamanho Como diz a ciência, instantes após o Big Bang, a pura energia pôde condensar-se nas mais diminutas partículas, os "QUARKS" os ELÉTRONS, e os NEUTRINOS. Acredita que foram produzidos em grandes quantidades nos primeiros instantes da existência do universo.
A análise da anatomia e fisiologia do homem mostra que ele se diferenciou dos outros mamíferos.
O estado humano actual foi atingido no decurso de uma longa evolução de espécies humanas. Por isso pensou-se durante muito tempo que o homem descendesse dos sismos.
O “Homo Sapiens” foi incapaz de sobreviver no seu retiro de o ecológico apenas com a determinação do código genético, sem a aprendizagem de códigos culturais próprios ao sistema da sociedade em que nasce e cresce. Estes códigos culturais consistem no modo de relação do homem com o mundo, inventando utensílios capazes de prolongar os órgãos de relação atrofiados, transformando assim o mundo em que vive. A tecnologia própria a cada civilização só é possível graças à invenção de símbolos que a conseguem projectar e transmitir através das gerações.
Segundo Lamarck, o princípio evolutivo estaria baseado em duas Leis fundamentais, a lei do uso ou desuso, ou seja, o uso de determinadas partes do corpo do organismo fariam com que estas se desenvolvessem e o desuso, com que se atrofiassem. Lei da transmissão dos caracteres adquiridos, ou seja, alterações provocadas em determinadas características do organismo, pelo uso e desuso, seriam transmitidas aos descendentes.
O facto é que a teoria de Lamarck caiu em descrédito e a teoria da evolução de Darwin, hoje chamada de “Teoria da Evolução Sintética” é que foi aceite como verdadeira pelos cientistas. Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo, portanto, idênticos entre si. É no ADN que está contida toda a nossa informação genética, sob a forma de genes. Ele é constituído por quatro tipos de nucleótidos, unidade básica do ADN que por sua vez é constituído por uma pentose, um grupo fosfato e uma base azotada, que se associam de uma forma específica, formando uma cadeia dupla, adenina (A) com timina (T) e guanina (G) com citosina (C). Os nucleótidos são designados deste modo devido às bases azotadas que entram nas suas constituições. É possível ler a cadeia de ADN, obtendo-se uma sequência de letras, como por exemplo, ATGATTCTGTAGCCTGATCCC, a uma sequência completa de ADN dá-se o nome de genoma.
É também através do ADN, que se podem criar os “bilhetes de Identidade genéticos” isto é, a partir dos genes do ADN que se encontram no núcleo das nossas células é possível reconhecer a nossa identidade de uma maneira que ninguém o possa negar, pois o nosso ADN é único. Ou então pode-se verificar a veracidade dos progenitores, com o teste de paternidade. Um indivíduo herda dos seus progenitores as informações que determinam essas características. Os genes são unidades funcionais da hereditariedade transmitidos de geração em geração. Cada célula tem um conjunto de cromossomas que foi recebido do lado maternal e outro recebido do lado paternal. Esses cromossomas vão definir o que terá esse indivíduo, ou seja, se uma mulher de olhos castanhos tem filhos com um homem de olhos azuis, eles poderão ter filhos de olhos mais escuros ou mais claros. O que vai definir são os cromossomas. No meu caso, os genes da minha mãe possuem as minhas características, ou seja, constituem o meu fenótipo. É aquilo que está guardado, é a informação que se manifestou. Por exemplo: a minha mãe, que tem sardas (fenótipo), poderá ter genes para pele branca sem sardas (que não se manifestou e é recessivo) e para as sardas (que se manifestou e é dominante).
Hoje, mais do que nunca, a Ciência depende de um grande suporte tecnológico para poder progredir. As descobertas científicas têm sido inúmeras ao longo dos tempos. Ao modo como estas descobertas são convertidas em algo prático chama-se tecnologia.
É devido à tecnologia que hoje podemos ver se a mulher está grávida de um ou dois bebes. Na época em que nasci não havia essa possibilidade. A minha mãe só soube que estava para ter o segundo bebé, (eu) depois de a minha irmã nascer. Hoje em dia, devido à evolução das tecnologias, podemos ver a eco grafia a 3 dimensões, assim certificamo-nos se o bebe se encontra bem fisicamente.
Os gémeos podem ser idênticos ou fraternos. Os gémeos idênticos, como o nome já diz, terão o mesmo sexo, a mesma aparência física, o mesmo grupo sanguíneo enfim, capazes de confundir todos. Eles são originados de um único óvulo e um espermatozóide. O óvulo fertilizado divide-se em duas partes idênticas após a sua implantação no útero e estas desenvolvem-se separadamente. Já Os gémeos fraternos, que são o meu caso, resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides. Eles partilham até 50% da informação genética, podem ou não ser do mesmo sexo e ter ou não o mesmo factor sanguíneo. E não se assemelham mais do que dois irmãos com a mesma idade. Os óvulos podem ser libertados de um ou de ambos os ovários.
A melhor altura para saber se os gémeos são fraternos ou idênticos, será sem dúvida o momento do nascimento. Mesmo que nasçam com o mesmo sexo, para ter a certeza, o médico precisará de analisar a placenta. Se for uma só para os dois e se as membranas das duas bolsas fetais tiverem camadas finas é provável que sejam idênticos.
Mas se as placentas forem separadas e as membranas das bolsas fetais tiverem quatro camadas, é quase certo que serão gémeos fraternos. A resposta definitiva virá só depois de feito o teste que permite definir o tipo sanguíneo. Mundialmente cerca de 70% dos gémeos são fraternos e 30% são idênticos.
Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião "diferenciam-se" em todos os tipos de células existentes no organismo - cérebro, ossos, coração, músculos, pele, entre outras. Os cientistas esperam que as células estaminais humanas possam abrir caminho a novos tratamentos, utilizando no futuro, células estaminais retiradas de adultos com o devido consentimento. Actualmente, os cientistas utilizam as células do embrião, contudo, surgem problemas éticos na sociedade, pois podemos considerar ou não, os embriões, seres humanos mesmo que ainda não estejam formados. É por causa da ciência que tudo se questiona.
Devem ou não impor-se limites ao conhecimento científico? Esta questão é muito subjectiva, porque, qual será o limite, se nós sociedade, quando nos bate à porta uma situação de profundo desespero a primeira coisa que fazemos é recorrer à ciência. O que mais desejamos é que nos aliviem a dor. Por isso, penso que o conhecimento científico deve ser “usado” para quem realmente necessita dele em questões de saúde, pois é o bem mais precioso que o Homem tem.
A clonagem por exemplo é um tema polémico, mas será que é uma boa opção? Seria uma boa opção para alguém tivesse por exemplo, diabetes ou a doença de Alzheimer, o embrião poderia ser utilizado para fornecer células estaminais para o curar. Algumas pessoas pensam que deveriam ter o direito de fazer o que quisessem com o seu próprio ADN, mesmo que fosse para clonagem. Outras acham que isso dará um "empurrão" à clonagem reprodutiva. Penso que a investigação científica deveria explorar todas as possibilidades, pois as células estaminais podem ser o escape para muitas doenças que de outra forma serão incuráveis, tais como a doença de Parkinson, cardíacas, Alzheimer, paralisia, acidentes vasculares cerebrais e a diabetes.
Presentemente, na nossa sociedade, só quem passa por um caso de vida ou de morte é que é totalmente a favor na utilização das células estaminais.
No ambiente o ADN é uma ferramenta importante para se salvarem espécies de animais e de plantas em perigo de extinção e mesmo para se trazerem de volta algumas que tenham desaparecido recentemente. O ADN traz a possibilidade de se criarem novas bactérias geneticamente modificadas que sejam capazes de limpar o ambiente de toxinas nocivas, pois decompõem resíduos orgânicos, nocivos para o ambiente, e transformam-nos em água e dióxido de carbono. Neste módulo tive a oportunidade de o constatar. Apresento em anexo um trabalho sobre esta matéria.
O método científico é bastante poderoso, mas tem limites. Esses limites baseiam-se no facto de que uma hipótese precisa de ser testada e contestada. As experiências e observações precisam de ser passíveis de repetição, mas não podendo usar o método experimental porque na sociedade existe o respeito pelos valores éticos.
Somos o resultado daquilo que herdamos biologicamente, mas e também sem possibilidade de quantificação em percentagem, daquilo que vivemos. Quando ocorre uma alteração no ambiente, os indivíduos que possuem características que os permitem adaptar-se às novas condições sobrevivem deixando maior descendência, e aqueles que não têm estas características, deixarão menor descendência. Pode-se então afirmar que, quanto maior a diversidade de indivíduos, maior a probabilidade de adaptação a um novo ambiente, pois pelo menos um dos indivíduos possuirá as características necessárias para sobreviver a este “novo mundo”. Assim, o conceito de evolução pode ser aplicado às mudanças do mundo biológico e às mudanças culturais e tecnológicas. O indivíduo e a diversidade de culturas existentes fazem com que a sociedade seja o que é hoje. Com efeito, o conceito de diversidade cultural, acompanhando o de biodiversidade, vai mais além naquilo que a multiplicidade de culturas contempla, em uma perspectiva sistémica na qual cada cultura se desenvolve e evolui em contacto com outras culturas.
Para tal existe o método científico que desenvolve uma experiência a fim de produzir novo conhecimento, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. Outro processo muito utilizado é o uso de estatísticas. A estatística utiliza-se através das teorias probabilísticas para explicar a frequência de fenómenos e para possibilitar a previsão desses fenómenos no futuro.
Se não fosse o avanço da ciência e do conhecimento científico, não haveria tantas questões controvérsias. No caso da eutanásia, que se tem vindo cada vez mais a ser discutida no nosso país, cada cidadão tem uma maneira diferente de a digerir, pois é abordada de maneira diferente por cada um. Uns por opção e altruísmo, pelo manter do seu papel e estatuto social, outros por medo, por a família não aceitar ou não querer vivenciar essa última fase em que termina a vida, outros, porque simplesmente acreditam que só Deus pode tirar a vida.
O Estado tem como princípio a protecção da vida dos seus cidadãos, existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte. É a diferença essencialmente cultural e social, que faz com que a legislação mude de país para país.
Existem determinadas etapas de doenças em que a morte é o final certo, em que o doente padece de um grande sofrimento. É aí que os princípios éticos devem ser pautados na preservação da vida, segundo estes quando o paciente está numa etapa em que a morte é algo inevitável deve ser antecedido o alívio do sofrimento.
Irá sempre haver aquele momento em que as tentativas de cura deixam de demonstrar compaixão ou de fazer qualquer sentido sob o ponto de vista médico, aí deverá ser respeitada a opinião e decisão do paciente e fazer com que o tempo de vida restante seja o melhor possível. Após várias pesquisas que fiz para fazer o trabalho que tenho em anexo e no meu blogue, considero a eutanásia como uma forma de evitar o sofrimento quando a vida não tem mais sentido, quando não se dispõe de qualidade de vida. Penso que a alimentação e a hidratação devem ser suspensas quando são inúteis para o doente. Além de inúteis, podem ser prejudiciais. Digo isto porque vivenciei de perto algumas situações. Está-se a dar ao doente uma comida que ele não vai poder digerir, nem absorver. Neste caso, ainda é pior, a alimentação vai matá-lo mais depressa.
Mas esta decisão não é fácil de tomar nos casos concretos. É importante que tenhamos em mente que o ser humano deve ser respeitado nas suas potencialidades individuais.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a vida ou a morte, mas é indispensável que as pessoas estejam informadas sobre outras formas de alívio do sofrimento como por exemplo os cuidados paliativos que tratam o sofrimento na vertente física, psíquica, social e emocional.
Considero que o sítio apropriado para a pessoa morrer é em casa, rodeada pelas pessoas que gostam dela e lhe dão conforto e carinho, pelas suas coisas, a ler os seus livros, a ouvir a sua música, entre outras coisas.
Também fiquei a saber que existem grupos de pressão interessados em legalizar a eutanásia por motivos de natureza económica, por quem paga os cuidados de saúde. Por isso as companhias de seguros estão interessadas na sua legalização.
Para terminar, penso que o projecto de lei do PS sobre os direitos dos doentes à informação e ao consentimento informado (testamento vital), já foi aprovado no Parlamento, PSD e CDS votaram contra, criticando o projecto por ser um passo para a eutanásia. No debate estabelecido há quem diferencie entre eutanásia activa e eutanásia passiva. A Eutanásia activa consiste na acção de interromper de maneira artificial, a vida de um paciente que não morreria de maneira natural. Eutanásia passiva corresponde à morte pela não aplicação de tratamentos médicos perante uma patologia que, por não ser assistida, provocaria a morte do paciente.
Aqueles que sustentam a validade e necessidade de respeitar um testamento vital consideram que a eutanásia passiva não é mais que deixar que a natureza aja no que a medicina não pode remediar.
Temos que ver o que acontece no futuro, uma vez que as leis que contornam esta possibilidade são tão complexas e controversas, que na prática ficamos na mesma.
Uma coisa é dizer, em momentos de desespero, que se deseja a morte, e isto é um sentimento humano. Outra coisa é decidir morrer.
O juramento de Hipócrates faz com que os médicos apliquem todos os recursos disponíveis para salvar vidas, e nunca para antecipar a morte.” A Igreja repudia a eutanásia, “Somente Deus tem o direito de dar ou tirar a vida”.
Num país como Portugal em que o falecimento está cada vez mais presente, as práticas antigas vão-se perdendo a olhos vistos. Os familiares afastam-se, as crianças não sabem o que é, os processos de luto são cada vez menos vividos e morre-se mais nos hospitais e nas instituições.
Penso que a ciência não pode parar, até porque o planeta, devido a tantas transformações que já sofreu, terá sempre encontrar novas formas de sobrevivência.