Wednesday, 11 November 2009
Deontologia e princípios éticos
Os Dez Mandamentos:
1. Fazer o bem
2. Agir com moderação
3. Saber escolher
4. Praticar as virtudes
5. Viver a justiça
6. Valer-se da razão
7. Valer-se do coração
8. Ser amigo
9. Cultivar o amor
10. Ser feliz
Descrição da UFCD: CP_5
• Princípios fundamentais da ética.
• Códigos de ética e padrões deontológicos.
• Ética e desenvolvimento industrial.
• Comunidade Global.
No primórdio, a terra vivia em harmonia, as águas eram limpas, o ar era puro e a Natureza estava pura. Com o tempo surgiu o homem que possuía uma inteligência muito maior que os outros animais, a sua inteligência levou-o a fazer invenções incríveis, mas ao mesmo tempo que ele evolui-a, começou a ferir a natureza. As águas não possuem a mesma limpeza, o ar carrega pequenas partículas de gases poluentes e a floresta diminuiu cada vez mais.
A modernização foi evoluindo ao passo que o homem facilitava a sua vida. Mas a poluição trouxe graves consequências, com os efeitos negativos de estufa aumentou o aquecimento global.
O ser humano destrói cada vez mais a terra, onde nossos filhos e futuros descendentes irão viver. A falta de ética é constante! Por isso é necessária a consciencialização, só temos um planeta e está cada vez mais doente e a precisar de ajuda, é imperioso que a população faça algo, pois ainda pode haver tempo de salvar o nosso planeta.
Existem duas teorias da ética, a da convicção ou, ética dos deveres da conformidade e da virtude que se justifica pelo respeito às normas e aos valores. E a da responsabilidade ou, dos resultados do cálculo racional e dos riscos que se justifica pela bondade dos fins e pela conquista do bem para o maior numero de pessoas.
A globalização é uma transformação do mundo que conhecemos, mas é também um estado de transição que rompe com as nossas formas de conhecer o mundo em que vivemos.
Independentemente do lugar onde vivemos ou de quem somos, quando se liga o ecrã do nosso televisor ou do nosso computador, vemo-nos mergulhados no mundo da comunicação global, estamos mais próximos de todos. Em contrapartida, vemos a África e outros países subdesenvolvidos a viverem numa miséria profunda, e o Países mais desenvolvidos em vez de ajudar com todas as forças que possuem, aproveita-se do facto da inocência e da alfabetização desse povo para fazerem o que querem. Experiências de medicamentos, tráfico de mulheres e crianças, guerras internas. É este o dia-a-dia daquelas pessoas que vivem na incerteza se vão ter o que comer. Vivemos num Mundo de profundos contrastes, num Mundo capaz de deixar os mais necessitados à mercê da própria sorte, pois pouco se faz para mudar essa realidade. Mesmo diante da situação caótica e do crescente sentimento de individualismo que impera, não podemos desistir de contribuir com a nossa ajuda, para aliviar o sofrimento daqueles necessitados.
Na minha opinião, para que possamos medir correctamente o progresso global, é preciso que comecemos por avaliar como lidam as nações em vias de globalização com a diferença, ou seja, com os problemas da diversidade cultural e da redistribuição, bem como os direitos e as representações das minorias. Se todo o dinheiro que é gasto nas guerras, e o grande património das igrejas fosse utilizado para acabar com a pobreza e para encontrar soluções para os problemas ambientais, o nosso planeta seria um lugar maravilhoso. Todos falam na ética e na moral, mas a verdade é que muitos não sabem o seu significado.
A ética prevalece sobre tudo, ser astuto na competição, lutar contra tudo e todos no mundo da competição, mas, sempre com ética e dignidade. O que devemos pensar sempre é fazer o que gostaríamos que fizessem a nós, pois a humildade é uma porta aberta para o autoconhecimento e é a partir dai que conseguimos desenvolver outros valores como a ética profissional. Motivação, interesse, credibilidade Recusa da informação contrária, comunicar e ouvir, ou seja, devemos ter um comportamento público e profissional adequado à dignidade e responsabilidade da função que exercemos, cumprindo pontual e escrupulosamente os deveres que nos são confiados. Manter sempre em quaisquer circunstâncias a nossa independência, devendo agir livre de qualquer pressão ou influências exteriores. A maioria das profissões tem o seu próprio código de ética e deontológico profissional.
É impossível ser ético sem ser humilde, porque a ética pressupõe que nós nos preocupemos com os outros. Como tal, todos os valores são fundamentais, como o carácter e a moral.
A unidade familiar desempenha um papel crítico na sociedade, no ensinamento desta geração e da que há-de vir, pois é na educação dos nossos filhos que se revelam as nossas virtudes. Acreditar que basta ter um filho para ser pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser músico, pois a educação é a base de tudo o somos e a ética vem definir o bem e o mal moral, procurando determinar princípios éticos e normas éticas. Nós vivemos numa sociedade que dá muito valor ao status, medem o valor de alguém pelas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor é o seu carácter, as suas ideias e a nobreza dos seus ideais. A ética na família relaciona-se com o interesse em prol da família. E o que é uma família se não o mais admirável dos governos, a paz, a harmonia é esta a verdadeira riqueza de uma família.
Os valores éticos e morais familiares variam de acordo com cada sociedade. Por exemplo, nos Países Árabes por regra social têm mais que uma mulher. Também os Esquimós têm como regra, oferecer a esposa para passar a noite com o visitante. No Islão casam as meninas com idades entre os 10 e os 12 anos, com adultos de 20 a 30 anos. Estas regras éticas não são validas na nossa sociedade, pelo contrário, nem sequer são permitidas. No entanto a nossa sociedade não está isenta de problemas intoleráveis e repugnantes, tais como, violações, maus tratos, entre outros.
“Somos o que fazemos e não o que dizemos.”
A doutrina é uma forma de ensinamento de valores e princípios que derivam da ética e que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar, pedagógico, entre outros.
As doutrinas podem ser ensinadas de várias maneiras, na catequese, o sermão nas missas, a opinião de autores, bem como textos de obras escritas que orientam determinadas formas de acção. A expressão Doutrina Truman designa um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos da América, em escala mundial à época da chamada Guerra Fria, que buscava conter a expansão do comunismo junto dos ” elos frágeis” do sistema capitalista. O termo deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado.
Assim, a deontologia é uma disciplina da ética especialmente adaptada ao exercício de uma profissão. Assim, cada profissional está sujeito a uma deontologia própria a regular o exercício da sua profissão, conforme o código de ética da sua categoria. São, então normas estabelecidas pelos próprios profissionais tendo em vista a correcção das suas intenções e acções, em relação a direitos, deveres ou princípios nas relações entre a profissão e a sociedade. Educar um homem é, sobretudo, ensina-lo a usar bem da liberdade, a usar da liberdade como é próprio do homem. A moral é a arte de usar bem a liberdade.
A consciência é uma Qualidade psíquica, um atributo da mente ou do pensamento humano, no qual existem barreiras que são:
Ideias preconcebidas; Significados personalizados; Na conduta profissional os valores válidos em todo o mundo são: confiança, honestidade, competência, estes mostram a maneira que o homem se comporta no seu quotidiano.
Assim, o profissional deve conhecer as normas da comunidade e estar familiarizado com os costumes da mesma, discutindo e muitas vezes negociando alternativas que sejam sustentáveis tanto para o seu projecto como para a comunidade.
Em 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou a Declaração Universal dos Direitos Humanos que engloba os direitos e liberdade que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que devam ser os objectivos de todas as nações. Todo o mundo fala da liberdade, mas, ainda que a palavra seja una, o conteúdo não é o mesmo para todos. Há palavras que se sabem, e outras que se aprendem. Ao longo da vida, o significado da liberdade vai mudando e nós vamos conciliando o seu significado a base da nossa própria carência. Porque liberdade é uma palavra existencial. Ainda que possa parecer o contrário. Não tem essência, mas sim vivência.
Situamo-nos no limiar entre a civilização e a incultura, entre a guerra e o progresso, temos de observar com coragem e honestidade as diversas paisagens do mundo contemporâneo que é o nosso para podermos prosseguir caminho. Não podemos perder nunca a grandiosa capacidade humana de manter a esperança a todo o custo, ainda que os ventos de mudança soprem com violência contra a porta da História e contra a nossa morada humana.
1. Fazer o bem
2. Agir com moderação
3. Saber escolher
4. Praticar as virtudes
5. Viver a justiça
6. Valer-se da razão
7. Valer-se do coração
8. Ser amigo
9. Cultivar o amor
10. Ser feliz
Descrição da UFCD: CP_5
• Princípios fundamentais da ética.
• Códigos de ética e padrões deontológicos.
• Ética e desenvolvimento industrial.
• Comunidade Global.
No primórdio, a terra vivia em harmonia, as águas eram limpas, o ar era puro e a Natureza estava pura. Com o tempo surgiu o homem que possuía uma inteligência muito maior que os outros animais, a sua inteligência levou-o a fazer invenções incríveis, mas ao mesmo tempo que ele evolui-a, começou a ferir a natureza. As águas não possuem a mesma limpeza, o ar carrega pequenas partículas de gases poluentes e a floresta diminuiu cada vez mais.
A modernização foi evoluindo ao passo que o homem facilitava a sua vida. Mas a poluição trouxe graves consequências, com os efeitos negativos de estufa aumentou o aquecimento global.
O ser humano destrói cada vez mais a terra, onde nossos filhos e futuros descendentes irão viver. A falta de ética é constante! Por isso é necessária a consciencialização, só temos um planeta e está cada vez mais doente e a precisar de ajuda, é imperioso que a população faça algo, pois ainda pode haver tempo de salvar o nosso planeta.
Existem duas teorias da ética, a da convicção ou, ética dos deveres da conformidade e da virtude que se justifica pelo respeito às normas e aos valores. E a da responsabilidade ou, dos resultados do cálculo racional e dos riscos que se justifica pela bondade dos fins e pela conquista do bem para o maior numero de pessoas.
A globalização é uma transformação do mundo que conhecemos, mas é também um estado de transição que rompe com as nossas formas de conhecer o mundo em que vivemos.
Independentemente do lugar onde vivemos ou de quem somos, quando se liga o ecrã do nosso televisor ou do nosso computador, vemo-nos mergulhados no mundo da comunicação global, estamos mais próximos de todos. Em contrapartida, vemos a África e outros países subdesenvolvidos a viverem numa miséria profunda, e o Países mais desenvolvidos em vez de ajudar com todas as forças que possuem, aproveita-se do facto da inocência e da alfabetização desse povo para fazerem o que querem. Experiências de medicamentos, tráfico de mulheres e crianças, guerras internas. É este o dia-a-dia daquelas pessoas que vivem na incerteza se vão ter o que comer. Vivemos num Mundo de profundos contrastes, num Mundo capaz de deixar os mais necessitados à mercê da própria sorte, pois pouco se faz para mudar essa realidade. Mesmo diante da situação caótica e do crescente sentimento de individualismo que impera, não podemos desistir de contribuir com a nossa ajuda, para aliviar o sofrimento daqueles necessitados.
Na minha opinião, para que possamos medir correctamente o progresso global, é preciso que comecemos por avaliar como lidam as nações em vias de globalização com a diferença, ou seja, com os problemas da diversidade cultural e da redistribuição, bem como os direitos e as representações das minorias. Se todo o dinheiro que é gasto nas guerras, e o grande património das igrejas fosse utilizado para acabar com a pobreza e para encontrar soluções para os problemas ambientais, o nosso planeta seria um lugar maravilhoso. Todos falam na ética e na moral, mas a verdade é que muitos não sabem o seu significado.
A ética prevalece sobre tudo, ser astuto na competição, lutar contra tudo e todos no mundo da competição, mas, sempre com ética e dignidade. O que devemos pensar sempre é fazer o que gostaríamos que fizessem a nós, pois a humildade é uma porta aberta para o autoconhecimento e é a partir dai que conseguimos desenvolver outros valores como a ética profissional. Motivação, interesse, credibilidade Recusa da informação contrária, comunicar e ouvir, ou seja, devemos ter um comportamento público e profissional adequado à dignidade e responsabilidade da função que exercemos, cumprindo pontual e escrupulosamente os deveres que nos são confiados. Manter sempre em quaisquer circunstâncias a nossa independência, devendo agir livre de qualquer pressão ou influências exteriores. A maioria das profissões tem o seu próprio código de ética e deontológico profissional.
É impossível ser ético sem ser humilde, porque a ética pressupõe que nós nos preocupemos com os outros. Como tal, todos os valores são fundamentais, como o carácter e a moral.
A unidade familiar desempenha um papel crítico na sociedade, no ensinamento desta geração e da que há-de vir, pois é na educação dos nossos filhos que se revelam as nossas virtudes. Acreditar que basta ter um filho para ser pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser músico, pois a educação é a base de tudo o somos e a ética vem definir o bem e o mal moral, procurando determinar princípios éticos e normas éticas. Nós vivemos numa sociedade que dá muito valor ao status, medem o valor de alguém pelas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor é o seu carácter, as suas ideias e a nobreza dos seus ideais. A ética na família relaciona-se com o interesse em prol da família. E o que é uma família se não o mais admirável dos governos, a paz, a harmonia é esta a verdadeira riqueza de uma família.
Os valores éticos e morais familiares variam de acordo com cada sociedade. Por exemplo, nos Países Árabes por regra social têm mais que uma mulher. Também os Esquimós têm como regra, oferecer a esposa para passar a noite com o visitante. No Islão casam as meninas com idades entre os 10 e os 12 anos, com adultos de 20 a 30 anos. Estas regras éticas não são validas na nossa sociedade, pelo contrário, nem sequer são permitidas. No entanto a nossa sociedade não está isenta de problemas intoleráveis e repugnantes, tais como, violações, maus tratos, entre outros.
“Somos o que fazemos e não o que dizemos.”
A doutrina é uma forma de ensinamento de valores e princípios que derivam da ética e que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar, pedagógico, entre outros.
As doutrinas podem ser ensinadas de várias maneiras, na catequese, o sermão nas missas, a opinião de autores, bem como textos de obras escritas que orientam determinadas formas de acção. A expressão Doutrina Truman designa um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos da América, em escala mundial à época da chamada Guerra Fria, que buscava conter a expansão do comunismo junto dos ” elos frágeis” do sistema capitalista. O termo deontologia surge das palavras gregas “déon, déontos” que significa dever e “lógos” que se traduz por discurso ou tratado.
Assim, a deontologia é uma disciplina da ética especialmente adaptada ao exercício de uma profissão. Assim, cada profissional está sujeito a uma deontologia própria a regular o exercício da sua profissão, conforme o código de ética da sua categoria. São, então normas estabelecidas pelos próprios profissionais tendo em vista a correcção das suas intenções e acções, em relação a direitos, deveres ou princípios nas relações entre a profissão e a sociedade. Educar um homem é, sobretudo, ensina-lo a usar bem da liberdade, a usar da liberdade como é próprio do homem. A moral é a arte de usar bem a liberdade.
A consciência é uma Qualidade psíquica, um atributo da mente ou do pensamento humano, no qual existem barreiras que são:
Ideias preconcebidas; Significados personalizados; Na conduta profissional os valores válidos em todo o mundo são: confiança, honestidade, competência, estes mostram a maneira que o homem se comporta no seu quotidiano.
Assim, o profissional deve conhecer as normas da comunidade e estar familiarizado com os costumes da mesma, discutindo e muitas vezes negociando alternativas que sejam sustentáveis tanto para o seu projecto como para a comunidade.
Em 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou a Declaração Universal dos Direitos Humanos que engloba os direitos e liberdade que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que devam ser os objectivos de todas as nações. Todo o mundo fala da liberdade, mas, ainda que a palavra seja una, o conteúdo não é o mesmo para todos. Há palavras que se sabem, e outras que se aprendem. Ao longo da vida, o significado da liberdade vai mudando e nós vamos conciliando o seu significado a base da nossa própria carência. Porque liberdade é uma palavra existencial. Ainda que possa parecer o contrário. Não tem essência, mas sim vivência.
Situamo-nos no limiar entre a civilização e a incultura, entre a guerra e o progresso, temos de observar com coragem e honestidade as diversas paisagens do mundo contemporâneo que é o nosso para podermos prosseguir caminho. Não podemos perder nunca a grandiosa capacidade humana de manter a esperança a todo o custo, ainda que os ventos de mudança soprem com violência contra a porta da História e contra a nossa morada humana.
Processos Identitários
Área de Competência: Base
Descrição da UFCD: CP4
• Assume condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária.
• Integra o colectivo profissional com noção de pertença e lealdade.
• Valoriza a interdependência e a solidariedade enquanto elementos geradores de um património comum da humanidade.
Neste módulo aprendi um pouco de tudo o que diz respeito á identidade do ser humano, foi um módulo em que vivenciamos episódios do dia-a-dia e que serviu para sabermos dar soluções a problemas diários.
É no progresso, na solidariedade da sociedade que a humanidade encontra os mais sólidos, mais generosos e mais humanos dos seus valores éticos. Para se poder viver em sociedade, há que ter um código de ética e moral, ou seja, normas que regem a nossa sociedade prevendo também que quando esses valores não são cumpridos haja uma punição exemplar de acordo com toda a sociedade. Uma sociedade é formada pela família, pelo próximo, pelo amigo, pelo vizinho, pelo colega profissional, todos pertencemos a uma sociedade, que embora diferentes, há determinados valores que devemos ter em conta. Os valores éticos, culturais e até mesmo religiosos são iguais em qualquer parte do mundo.
Se conseguimos respeitar o nosso semelhante, quer particular quer profissionalmente, se conseguirmos ser leais com o nosso próximo e com os nossos princípios, conseguimos viver em harmonia.
Tudo o que acontece no mundo, seja no meu pais, na minha cidade, no meu bairro, na minha escola ou no meu trabalho acontece comigo, portanto eu preciso de participar das decisões que interferem na minha vida. “Todos temos os mesmos direitos e deveres, porque não lutamos todos pelo mesmo?”
Aplicando a minha experiência em contexto profissional, tratei sempre de igual modo todas as pessoas, fossem elas de que etnias fossem e procurava saber se precisavam de ajuda quer profissional quer intelectual.
Quando trabalhei no Centro Paroquial do Campo, tive a oportunidade de conviver com os mais idosos, com as crianças em tempo escolar e com os bebes. Foi uma das experiências mais gratificantes a nível intelectual que já vivi. No início, quando lidava com os idosos, foi um pouco chocante ver como muitos deles se sentiam sós. E o facto de lhe ter de por o babete e dar de comer a boca, dava-me uma enorme vontade de chorar, muitas vezes tive de esconder as lágrimas. Aquele sentimento que vinha de dentro de mim era de uma grande ternura e carinho, sentia que precisavam de mim a todo momento, a todo instante, eram os meus bebes! Com o passar dos dias, sentia-me cada vez mais forte para os ajudar com tudo o que tivesse ao meu alcance. Considero que envelhecer, é muitas vezes um processo delicado e doloroso, e portanto, para mim, todos são iguais.
No entanto, no que dizem respeito à igualdade, os princípios revolucionários mantêm-se distantes no horizonte. Mesmo sem garantias definitivas da sua realização, o desejo cumpre seu papel, educar para despertar a consciência dos homens de boa vontade e assim, o conteúdo imaginário do momento presente poderá ser concretizado amanhã.
O homem deseja mais ser livre do que escravo, mas também prefere mandar a obedecer. O homem ama a igualdade, mas ama também a hierarquia quando está situado em seus graus mais elevados.
O homem ama alguém do mesmo sexo, é considerado um Ser diferente.
Existem maneiras práticas e eficientes de defender os direitos iguais para todos, antes de tudo, por meio de atitudes pessoais, no dia-a-dia, com as pessoas com quem se convive: tratando a todos com respeito, sem se importar com a cor, a idade, a aparência, a condição social e sexual, a religião e muitos outros preconceitos. Pois por vezes a sociedade, tem preconceitos que nem percebe.
Em relação à homossexualidade, as pessoas têm o direito de dizerem o que pensam, desde que isso não desrespeite ninguém! Não é fácil descobrir que é “diferente” do resto do mundo, pois o mundo não está preparado para pessoas diferentes. Quando se descobre que se ama outro ser, mas infelizmente não é o ser humano que os pais idealizaram, a dor é enorme, pois terá que escolher entre a felicidade dos pais e a sua própria felicidade. Ou então, vive escondido e frustrado. E quando é descoberto, é humilhado, negado e escorraçado.
Tenho um grande amigo de infância, e desde que ele se assumiu perante a sociedade ser homossexual, a vida dele transformou-se num caos. Até eu que o acompanhava, era criticada.
Foi nessa altura que se apercebeu que estava praticamente sozinho no mundo, sem saber porque teria de ser assim. Muitas vezes expressava a sua dor comigo e dizia; “Será que amar vai ser sempre assim tão mau! Eu sou uma aberração? O nosso modo de amar é diferente! Mas é amor! somos iguais a ti. Não existe respeito! ”
Homofobia mata. Existem pessoas que são agredidas todos os dias, são alvos de piadas e de bisbilhotice. Por dia, dois homossexuais são assassinados no mundo, jovens são enforcados no Irão, alegaram que é crime a opção sexual deles, e eu pergunto-me; O crime é deles?! Essas pessoas tinham pai, mãe, irmãos, avós, uma família e amigos. Opção é quando alguém te dá o direito de escolha, e ninguém perguntou se eles queriam ser alvo de tudo isso.
Na minha opinião, a reacção homofóbica provém da ignorância que faz com que muitos imaginem que a homossexualidade seja uma escolha livre e inconsciente, ou que se pega através de sedução ou imitação herege.
A lagarta quando fica no casulo, ninguém dá muita importância, poucos a observam, mas quando se transforma em borboleta todos a admiram. As pessoas que ficam enclausuradas nas suas residências ou instituições, são conhecidas por poucas pessoas, mas as que voam para outras áreas, fazem com que os outros as observem e comessem, também a reconhecê-las como parte deste mundo.
A cidadania é um direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos, não é um dado, é um traçado de convivência colectiva que requer o acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de afirmação dos direitos humanos.
A sociedade portuguesa conheceu, após o 25 de Abril de 1974, alterações de grande importância, em contraste com o forte imobilismo social das décadas precedentes.
As mulheres alargaram o seu espaço profissional, a escolaridade aumentou, e a mobilidade social é notória, as condições de vida melhoraram, assumiram-se direitos inquestionáveis, os sectores de actividade adquiriram outra face a relação activos/reformados, para não falar em equipamentos individuais; os electrodomésticos, telefones, e colectivos; hospitais, escolas, centros de saúde, esgotos, rede pública de abastecimento de água, entre muitos outros disponíveis.
O novo recenseamento eleitoral abrangeu mais de seis milhões de eleitores e durante o Estado Novo o número mais alto foi de um milhão e oitocentos mil em 1973, o que constituiu um êxito para a democracia.
Até os dias de hoje, os sinais resultantes na caminhada da conquista efectiva desses direitos, a emigração, migração, aparecimento das sociedades, o estatuto das mulheres nas sociedades é de progresso, apesar de que em alguns países menos desenvolvidos, as mulheres ainda sofrem muitas lutas pelos direitos dos trabalhadores.
A identidade nacional, por exemplo, estabelece laços de pertença por proximidade geográfica, linguística e cultural entre indivíduos, mesmo geograficamente distantes, e comunidades locais que se representam como integrados numa grande sociedade.
O tema identidade e patrimónios culturais remete-nos para a questão da relatividade cultural. Hoje, mais do que nunca, a questão da relatividade cultural tem-se como uma forma de enriquecimento pessoal. Nas agências de viagens, afluem os turistas que procuram conhecer o melhor que cada país pode oferecer. A gastronomia, música, arquitectura, as lendas, as danças e os trajes regionais, as paisagens são um ponto de passagem obrigatório para cada turista. É por isso que a preservação do património cultural tem-se constituído como uma prioridade absoluta, já que permite uma forte fonte de ingressos para cada país assim como a manutenção da identidade nacional.
São de louvar todas as políticas, nacionais e internacionais, que visam preservar o património cultural da humanidade. A Agenda 21 é um processo inovador e especial porque, existe um mandato acordado pelas Nações Unidas e são já muitos os exemplos de autoridades locais em todo o Mundo que a estão a implementar. Reconhece o papel chave das autoridades locais na promoção da sustentabilidade ao nível local. Envolve uma responsabilidade global, não só através da redução dos impactos ambientais directos e indirectos, mas também da partilha de experiências com este fim. Apela à participação de todos os sectores da comunidade local. Integra a componente ambiental, social, económica e cultural, com o objectivo último de melhorar a qualidade de vida dos habitantes, baseando-se nos princípios do desenvolvimento sustentado. É mais do que um “plano verde”.
Quando não estamos no nosso País é que nos apercebemos de determinadas coisas que, provavelmente, no nosso quotidiano não atribuímos qualquer valor. O património não é só os nossos Monumentos, Mosteiros, Conventos, Castelos, entre outros. O património que nos identifica como Portugueses é as nossas Língua, que através das conquistas espalhamos pelos quatro cantos do Mundo. O Português é a língua oficial em nove Países, sendo ainda falado em três Estados da Índia, em Macau e em Timor. O fenómeno imigração já vem da época das conquistas, em que partimos por aventura, porque éramos obrigados ou porque necessitávamos de trabalhar.
Todas as Nações que fomos conquistando, deixamos a nossa marca. A nossa Língua, os nossos costumes ou tradições, a nossa religião e a nossa arquitectura. Ao sermos emigrantes servimos o nosso País em todas as frentes, mantemos e divulgamos o nosso Património, contribuímos para as relações comerciais intercontinentais e ajudamos a economia Portuguesa.
Apesar de sermos um País relativamente pequeno, conseguimos dar bastante impacto no que diz respeito ao desporto, não só no futebol mas também nos Jogos Olímpicos. Os nossos jogadores continuam a elevar a bandeira ao mastro mais alto.
Relativamente à minha entidade, os aspectos que mais contribuíram para a construção da mesma são vários. Até ao momento do meu pai emigrar para a Suíça e a minha mãe ter de cuidar de oito filhos sendo o mais velho de 14 anos de idade, cedo me ensinaram que a vida nem sempre é o desejamos, antes ao contrário, ao desejarmos algo temos de lutar para obtê-lo. Com a ausência do meu pai, eu e meus irmãos estudamos até completarmos a escolaridade obrigatória, com 12 anos de idade emigrei para a França, um ano depois ingressei no mundo do trabalho. Tive variadíssimas experiências profissionais, desde comércio à hotelaria, Artes Gráficas à venda de publicidade, de Hotelaria a restauração, até ao convívio com os mais idosos. Esta diversidade foi muito importante para a construção da minha identidade. Motivada pelos aconselhamentos de todos os que me rodearam, aprendi o sentido da responsabilidade, do respeito e da oportunidade.
Todas as pessoas que passaram na minha vida deixaram um pouco delas em mim.
Descrição da UFCD: CP4
• Assume condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária.
• Integra o colectivo profissional com noção de pertença e lealdade.
• Valoriza a interdependência e a solidariedade enquanto elementos geradores de um património comum da humanidade.
Neste módulo aprendi um pouco de tudo o que diz respeito á identidade do ser humano, foi um módulo em que vivenciamos episódios do dia-a-dia e que serviu para sabermos dar soluções a problemas diários.
É no progresso, na solidariedade da sociedade que a humanidade encontra os mais sólidos, mais generosos e mais humanos dos seus valores éticos. Para se poder viver em sociedade, há que ter um código de ética e moral, ou seja, normas que regem a nossa sociedade prevendo também que quando esses valores não são cumpridos haja uma punição exemplar de acordo com toda a sociedade. Uma sociedade é formada pela família, pelo próximo, pelo amigo, pelo vizinho, pelo colega profissional, todos pertencemos a uma sociedade, que embora diferentes, há determinados valores que devemos ter em conta. Os valores éticos, culturais e até mesmo religiosos são iguais em qualquer parte do mundo.
Se conseguimos respeitar o nosso semelhante, quer particular quer profissionalmente, se conseguirmos ser leais com o nosso próximo e com os nossos princípios, conseguimos viver em harmonia.
Tudo o que acontece no mundo, seja no meu pais, na minha cidade, no meu bairro, na minha escola ou no meu trabalho acontece comigo, portanto eu preciso de participar das decisões que interferem na minha vida. “Todos temos os mesmos direitos e deveres, porque não lutamos todos pelo mesmo?”
Aplicando a minha experiência em contexto profissional, tratei sempre de igual modo todas as pessoas, fossem elas de que etnias fossem e procurava saber se precisavam de ajuda quer profissional quer intelectual.
Quando trabalhei no Centro Paroquial do Campo, tive a oportunidade de conviver com os mais idosos, com as crianças em tempo escolar e com os bebes. Foi uma das experiências mais gratificantes a nível intelectual que já vivi. No início, quando lidava com os idosos, foi um pouco chocante ver como muitos deles se sentiam sós. E o facto de lhe ter de por o babete e dar de comer a boca, dava-me uma enorme vontade de chorar, muitas vezes tive de esconder as lágrimas. Aquele sentimento que vinha de dentro de mim era de uma grande ternura e carinho, sentia que precisavam de mim a todo momento, a todo instante, eram os meus bebes! Com o passar dos dias, sentia-me cada vez mais forte para os ajudar com tudo o que tivesse ao meu alcance. Considero que envelhecer, é muitas vezes um processo delicado e doloroso, e portanto, para mim, todos são iguais.
No entanto, no que dizem respeito à igualdade, os princípios revolucionários mantêm-se distantes no horizonte. Mesmo sem garantias definitivas da sua realização, o desejo cumpre seu papel, educar para despertar a consciência dos homens de boa vontade e assim, o conteúdo imaginário do momento presente poderá ser concretizado amanhã.
O homem deseja mais ser livre do que escravo, mas também prefere mandar a obedecer. O homem ama a igualdade, mas ama também a hierarquia quando está situado em seus graus mais elevados.
O homem ama alguém do mesmo sexo, é considerado um Ser diferente.
Existem maneiras práticas e eficientes de defender os direitos iguais para todos, antes de tudo, por meio de atitudes pessoais, no dia-a-dia, com as pessoas com quem se convive: tratando a todos com respeito, sem se importar com a cor, a idade, a aparência, a condição social e sexual, a religião e muitos outros preconceitos. Pois por vezes a sociedade, tem preconceitos que nem percebe.
Em relação à homossexualidade, as pessoas têm o direito de dizerem o que pensam, desde que isso não desrespeite ninguém! Não é fácil descobrir que é “diferente” do resto do mundo, pois o mundo não está preparado para pessoas diferentes. Quando se descobre que se ama outro ser, mas infelizmente não é o ser humano que os pais idealizaram, a dor é enorme, pois terá que escolher entre a felicidade dos pais e a sua própria felicidade. Ou então, vive escondido e frustrado. E quando é descoberto, é humilhado, negado e escorraçado.
Tenho um grande amigo de infância, e desde que ele se assumiu perante a sociedade ser homossexual, a vida dele transformou-se num caos. Até eu que o acompanhava, era criticada.
Foi nessa altura que se apercebeu que estava praticamente sozinho no mundo, sem saber porque teria de ser assim. Muitas vezes expressava a sua dor comigo e dizia; “Será que amar vai ser sempre assim tão mau! Eu sou uma aberração? O nosso modo de amar é diferente! Mas é amor! somos iguais a ti. Não existe respeito! ”
Homofobia mata. Existem pessoas que são agredidas todos os dias, são alvos de piadas e de bisbilhotice. Por dia, dois homossexuais são assassinados no mundo, jovens são enforcados no Irão, alegaram que é crime a opção sexual deles, e eu pergunto-me; O crime é deles?! Essas pessoas tinham pai, mãe, irmãos, avós, uma família e amigos. Opção é quando alguém te dá o direito de escolha, e ninguém perguntou se eles queriam ser alvo de tudo isso.
Na minha opinião, a reacção homofóbica provém da ignorância que faz com que muitos imaginem que a homossexualidade seja uma escolha livre e inconsciente, ou que se pega através de sedução ou imitação herege.
A lagarta quando fica no casulo, ninguém dá muita importância, poucos a observam, mas quando se transforma em borboleta todos a admiram. As pessoas que ficam enclausuradas nas suas residências ou instituições, são conhecidas por poucas pessoas, mas as que voam para outras áreas, fazem com que os outros as observem e comessem, também a reconhecê-las como parte deste mundo.
A cidadania é um direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos, não é um dado, é um traçado de convivência colectiva que requer o acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de afirmação dos direitos humanos.
A sociedade portuguesa conheceu, após o 25 de Abril de 1974, alterações de grande importância, em contraste com o forte imobilismo social das décadas precedentes.
As mulheres alargaram o seu espaço profissional, a escolaridade aumentou, e a mobilidade social é notória, as condições de vida melhoraram, assumiram-se direitos inquestionáveis, os sectores de actividade adquiriram outra face a relação activos/reformados, para não falar em equipamentos individuais; os electrodomésticos, telefones, e colectivos; hospitais, escolas, centros de saúde, esgotos, rede pública de abastecimento de água, entre muitos outros disponíveis.
O novo recenseamento eleitoral abrangeu mais de seis milhões de eleitores e durante o Estado Novo o número mais alto foi de um milhão e oitocentos mil em 1973, o que constituiu um êxito para a democracia.
Até os dias de hoje, os sinais resultantes na caminhada da conquista efectiva desses direitos, a emigração, migração, aparecimento das sociedades, o estatuto das mulheres nas sociedades é de progresso, apesar de que em alguns países menos desenvolvidos, as mulheres ainda sofrem muitas lutas pelos direitos dos trabalhadores.
A identidade nacional, por exemplo, estabelece laços de pertença por proximidade geográfica, linguística e cultural entre indivíduos, mesmo geograficamente distantes, e comunidades locais que se representam como integrados numa grande sociedade.
O tema identidade e patrimónios culturais remete-nos para a questão da relatividade cultural. Hoje, mais do que nunca, a questão da relatividade cultural tem-se como uma forma de enriquecimento pessoal. Nas agências de viagens, afluem os turistas que procuram conhecer o melhor que cada país pode oferecer. A gastronomia, música, arquitectura, as lendas, as danças e os trajes regionais, as paisagens são um ponto de passagem obrigatório para cada turista. É por isso que a preservação do património cultural tem-se constituído como uma prioridade absoluta, já que permite uma forte fonte de ingressos para cada país assim como a manutenção da identidade nacional.
São de louvar todas as políticas, nacionais e internacionais, que visam preservar o património cultural da humanidade. A Agenda 21 é um processo inovador e especial porque, existe um mandato acordado pelas Nações Unidas e são já muitos os exemplos de autoridades locais em todo o Mundo que a estão a implementar. Reconhece o papel chave das autoridades locais na promoção da sustentabilidade ao nível local. Envolve uma responsabilidade global, não só através da redução dos impactos ambientais directos e indirectos, mas também da partilha de experiências com este fim. Apela à participação de todos os sectores da comunidade local. Integra a componente ambiental, social, económica e cultural, com o objectivo último de melhorar a qualidade de vida dos habitantes, baseando-se nos princípios do desenvolvimento sustentado. É mais do que um “plano verde”.
Quando não estamos no nosso País é que nos apercebemos de determinadas coisas que, provavelmente, no nosso quotidiano não atribuímos qualquer valor. O património não é só os nossos Monumentos, Mosteiros, Conventos, Castelos, entre outros. O património que nos identifica como Portugueses é as nossas Língua, que através das conquistas espalhamos pelos quatro cantos do Mundo. O Português é a língua oficial em nove Países, sendo ainda falado em três Estados da Índia, em Macau e em Timor. O fenómeno imigração já vem da época das conquistas, em que partimos por aventura, porque éramos obrigados ou porque necessitávamos de trabalhar.
Todas as Nações que fomos conquistando, deixamos a nossa marca. A nossa Língua, os nossos costumes ou tradições, a nossa religião e a nossa arquitectura. Ao sermos emigrantes servimos o nosso País em todas as frentes, mantemos e divulgamos o nosso Património, contribuímos para as relações comerciais intercontinentais e ajudamos a economia Portuguesa.
Apesar de sermos um País relativamente pequeno, conseguimos dar bastante impacto no que diz respeito ao desporto, não só no futebol mas também nos Jogos Olímpicos. Os nossos jogadores continuam a elevar a bandeira ao mastro mais alto.
Relativamente à minha entidade, os aspectos que mais contribuíram para a construção da mesma são vários. Até ao momento do meu pai emigrar para a Suíça e a minha mãe ter de cuidar de oito filhos sendo o mais velho de 14 anos de idade, cedo me ensinaram que a vida nem sempre é o desejamos, antes ao contrário, ao desejarmos algo temos de lutar para obtê-lo. Com a ausência do meu pai, eu e meus irmãos estudamos até completarmos a escolaridade obrigatória, com 12 anos de idade emigrei para a França, um ano depois ingressei no mundo do trabalho. Tive variadíssimas experiências profissionais, desde comércio à hotelaria, Artes Gráficas à venda de publicidade, de Hotelaria a restauração, até ao convívio com os mais idosos. Esta diversidade foi muito importante para a construção da minha identidade. Motivada pelos aconselhamentos de todos os que me rodearam, aprendi o sentido da responsabilidade, do respeito e da oportunidade.
Todas as pessoas que passaram na minha vida deixaram um pouco delas em mim.
Liverdade e responsabilidade democráticas
Área de Competência: Base
Descrição da UFCD: CP1
• Reconhece as responsabilidades inerentes à liberdade pessoal em democracia.
• Assume direitos e deveres laborais enquanto cidadão activo.
• Identifica os direitos fundamentais de um cidadão num estado democrático contemporâneo.
• Participa e sustentadamente na comunidade global
CIDADANIA é uns processos que percorremos ao longo da vida. Começa em casa e no meio próximo das crianças com as questões da identidade, relações interpessoais, escolhas, justiça, bem e o mal, e desenvolve-se na medida em que se desenvolvem os horizontes de vida.
Cidadania está relacionada com o desenvolvimento pessoal, social e emocional, o desenvolvimento da confiança, da responsabilidade e o respeito pelas diferenças.
É preciso estar atento e aproveitar a diversidade de oportunidades de aprendizagem da cidadania do pré-escolar ao ensino secundário e profissional.
Perante a multiplicidade e complexidade das sociedades do nosso tempo, a experiência de vida não chega para formar o cidadão, é preciso que haja uma educação absoluta ao longo da vida. A democracia precisa de cidadãos activos, informados e responsáveis para assumir o seu papel na comunidade.
Foi instituído o cartão do cidadão, nele contem o número de identidade, o número fiscal, de beneficiário. Este cartão é único, e tem como finalidade substituir todos os anteriores cartões.
DIREITOS DO CIDADÃO:
Educação; alimentação; saúde (assistência média gratuita); opinar e reivindicar; ser respeitado, pela raça, religião, opinião; trabalho, segurança, direito ao voto privacidade; Locomoção; identificação; condições básicas de higiene; exercer a cidadania; trabalhar em instituições públicas.
DEVERES DO CIDADÃO:
Respeitar as pessoas; não ser racista, manter a higiene; cumprir e respeitar as leis; não desperdiçar água; reciclar os materiais recicláveis; proteger os "habitats" naturais; evitar usar electrodomésticos ou sprays que libertem gases; não poluir qualquer meio.
Ter gosto de proteger a Natureza.
No âmbito social, a reciclagem proporciona-nos uma melhor qualidade de vida através da melhoria ambiental.
Por isso, todos nós temos o dever de cuidar do que é de todos.
Temos que ter consciência desta realidade e parar de pensar que o que está longe de nós não nos afecta.
A correcta separação de resíduos para posterior reciclagem é uma tarefa muito simples e não custa nada cumpri-la.
E essa separação não se deve limitar apenas às embalagens, mas também a todos os resíduos que possam ser reciclados, como os óleos usados, electrodomésticos, pilhas, etc.
Só à alguns anos atrás, comecei a prestar uma maior atenção ao mundo que nos rodeia, e como tal faço a separação do lixo e procuro fazer com que as pessoas que me estão próximas também o façam, em especial ao meu filho. A falta de água potável, a transmissão e propagação de doenças, a paisagem seca, triste, e sem vida, é um futuro que não quero para ele.
É imprescindível acabar com a forma excessiva do consumismo, estamos a ficar sem recursos naturais no nosso planeta.
A solidariedade e a entreajuda da humanidade são postas à prova. Será que os mais generosos e mais humanos conseguem mudar o mundo! Pois a única coisa possível para aumentar a esperança de vida é proteger a saúde. Não podemos fechar os olhos aos problemas, porque assim eles não vão deixar de existir. Nós como vulgares cidadãos e sem conhecimento científico, podemos ajudar ajudando a população na prevenção, lutar com todas as armas que dispomos, independentemente de sofremos directa ou indirectamente das mesmas, podemos fazer campanhas, peditórios, voluntariado, denunciar casos de carência humana que tenhamos conhecimento, às respectivas autoridades.
Este ano, no mês de Janeiro, participei num peditório para as crianças da Caritas, juntamente com algumas colegas do Cesae, foi uma experiencia muito compensatória, fiquei muito feliz ao constatar que ainda existem pessoas sensíveis e que conhecem as dificuldades destas crianças e também dos “novos” pobres. Sim, infelizmente há cada vez mais pessoas sem-abrigo devido à crise em que nos deparamos. Todos nós sabemos como está a situação da economia nos dias de hoje, e por essa razão, é preciso tomar boas decisões, tais como, poupar.
É devido às circunstâncias da vida, que na sociedade acrescem problemas de droga, álcool, doenças crónicas e transmissíveis.
Infelizmente, aprendi com a dura realidade que, se no presente não cuidarmos bem daquilo que temos de mais precioso, a saúde, no futuro, pode não ser possível.
Aos 16 anos comecei a fumar por uma mera brincadeira e transformou-se num vício com cerca de dezasseis anos.
O cigarro foi, por muitos anos, um símbolo de luxo, de satisfação e status social. A sua venda era motivada pela exploração de uma imagem estratégica, em promoção de festas, concertos e eventos, sempre ligada ao que está na moda.
Após anos de consumo, o tabaco foi perdendo as suas características "positivas". Hoje não há qualquer dúvida sobre os malefícios do seu uso e dos seus derivados para a saúde do fumador e de todos aqueles que vivem a sua volta.
Actualmente, nos próprios maços de tabaco vem a informação sobre os seus malefícios, embora o choque não seja assim tão grande como se desejaríamos que fosse.
Não foram esses avisos que me influenciaram a deixar de fumar, embora eu soubesse que o tabaco era prejudicial para a saúde, só quando vi de muito perto as suas consequências, todo o sofrimento e angústia pelo qual se passa, e o facto de não haver retrocesso, senti que estava na altura de deixar esse vício.
Não foi fácil deixar de fumar, mas também não foi assim tão difícil como se pensa, é preciso termos acima de tudo uma grande foça interior. Foi em Março de 2006, que decidi deixar de fumar. Nesta altura, ainda não tinha saído a legislação sobre o tabaco, embora o diploma estivesse pronto há muito, devido às consecutivas alterações, ele só foi publicado em Diário da República em Agosto de 2007 para vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2008. No nosso país, no que se refere à concordância ou não com a proibição de fumar nos locais considerados, constatou-se através de inquéritos, que a maioria dos cidadãos é completamente a favor da proibição de fumar em todos os locais.
Algum tempo atrás, e pela segunda vez, passei pela experiência de perder um familiar devido ao consumo de substâncias químicas.
O meu irmão, de 42 anos de idade, não resistiu à doença que o torturava há cerca de um ano e meio e que cada dia o deixava sem forças para lutar.
Em 2006 foi-lhe diagnosticado um tumor maligno (cancro) nos pulmões. Fiquei em estado de choque. Quando pensamos que nada disso nos bate a porta, estamos absolutamente enganados.
Ele era fumador há muitos anos e o tabaco, sendo o maior factor de risco para esse tipo de tumor, acabou por lhe traçar o destino.
Nos tempos que correm, como já é possível aliviar os efeitos secundários através de medicamentos, houve algum tempo em que o meu irmão sentia-se bem, continuava a trabalhar, estávamos certos de que era uma fase má das nossas vidas e que estava prestes a acabar. Mas infelizmente isso não aconteceu.
O choque maior estava para vir, cancro tinha-se espalhado, afectando também o fígado. Os médicos então informaram-nos que não havia cura possível. O cancro estava demasiado evoluído. O objectivo era então o de controlar a doença e os seus sintomas. Mas na fase terminal as dores eram muitas vezes insuportáveis, embora tomasse medicação para não as sentir.
Vi o meu irmão passar por todos os sintomas e a minha impotência era tão frustrante, tudo o que podia fazer era proporcionar-lhe o conforto psicológico, no tempo de vida que lhe restava.
Portanto, ter uma boa saúde é essencial para que a população possa manter uma qualidade de vida aceitável, tendo uma vida activa e saudável.
É indispensável que as pessoas se sintam úteis, e o trabalho também faz parte integrante das nossas vidas no ponto de vista individual, familiar e colectivo. Uma vez que no desemprego, ou com trabalho muito precário, as relações sociais descem a pique de uma forma impressionante.
s direitos dos trabalhadores são uma componente indispensável do sistema democrático. O seu pleno exercício é um factor de dinamização e enriquecimento da vida política, social e cultural e do desenvolvimento económico-social do país.
Todos nós, enquanto trabalhadores, temos uma série de direitos, mas também temos obrigações para com a entidade patronal.
No Código do Trabalho estão previstos os direitos e deveres dos trabalhadores em geral, mas é nos Instrumentos de Regulamentação Colectiva que são estabelecidas as garantias mínimas, para todos os trabalhadores de uma empresa ou sector de actividade. Garantias sobre as condições de prestação de trabalho relativas à segurança, higiene e saúde, garantia da retribuição base para todas as profissões e categorias profissionais.
Os direitos que são assistidos por lei são, entre outros:
Artigo 127º. 129º. Código do Trabalho:
Receber pontualmente a retribuição;
Subsídio de férias e de natal;
O gozo de férias;
Os períodos mínimos de descanso;
Igualdade de tratamento e não discriminação;
Condições de trabalho, no que diz respeito à segurança e saúde;
Retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
Organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
Prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
Repouso e lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e as férias periódicas pagas;
Assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
Assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
Hoje, face ao actual contexto económico e social do país, os trabalhadores e a maioria da população portuguesa têm maiores dificuldades financeiras e piores condições de vida.
O elevado número de desempregados, a precariedade no emprego, o aumento de custo de vida, os baixos salários, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores são algumas das causas que levam ao aumento da degradação das condições de vida.
Por todas estas situações, o medo crescente da perda do emprego é grande e está cada vez mais presente em cada cidadão. Este receio faz com que a mobilização dos trabalhadores na defesa dos seus direitos seja bastante menor.
Na aula foi abordado o tema do Tratado de Maastricht e o tratado de Lisboa onde foram discutidos os deveres e direitos de cidadania, transnacionalidade, diferentes contextos sociais, intensificando as relações sociais à escala mundial.
Há um tempo atrás não tinha a noção de que participação para a cidadania era tão importante para o nosso bem-estar. Todos nós sabemos que o que semeamos assim o recolhemos, ou seja, enquanto cidadã, devo proceder de boa fé perante a sociedade, no exercício dos meus direitos e no cumprimento das minhas obrigações.
Descrição da UFCD: CP1
• Reconhece as responsabilidades inerentes à liberdade pessoal em democracia.
• Assume direitos e deveres laborais enquanto cidadão activo.
• Identifica os direitos fundamentais de um cidadão num estado democrático contemporâneo.
• Participa e sustentadamente na comunidade global
CIDADANIA é uns processos que percorremos ao longo da vida. Começa em casa e no meio próximo das crianças com as questões da identidade, relações interpessoais, escolhas, justiça, bem e o mal, e desenvolve-se na medida em que se desenvolvem os horizontes de vida.
Cidadania está relacionada com o desenvolvimento pessoal, social e emocional, o desenvolvimento da confiança, da responsabilidade e o respeito pelas diferenças.
É preciso estar atento e aproveitar a diversidade de oportunidades de aprendizagem da cidadania do pré-escolar ao ensino secundário e profissional.
Perante a multiplicidade e complexidade das sociedades do nosso tempo, a experiência de vida não chega para formar o cidadão, é preciso que haja uma educação absoluta ao longo da vida. A democracia precisa de cidadãos activos, informados e responsáveis para assumir o seu papel na comunidade.
Foi instituído o cartão do cidadão, nele contem o número de identidade, o número fiscal, de beneficiário. Este cartão é único, e tem como finalidade substituir todos os anteriores cartões.
DIREITOS DO CIDADÃO:
Educação; alimentação; saúde (assistência média gratuita); opinar e reivindicar; ser respeitado, pela raça, religião, opinião; trabalho, segurança, direito ao voto privacidade; Locomoção; identificação; condições básicas de higiene; exercer a cidadania; trabalhar em instituições públicas.
DEVERES DO CIDADÃO:
Respeitar as pessoas; não ser racista, manter a higiene; cumprir e respeitar as leis; não desperdiçar água; reciclar os materiais recicláveis; proteger os "habitats" naturais; evitar usar electrodomésticos ou sprays que libertem gases; não poluir qualquer meio.
Ter gosto de proteger a Natureza.
No âmbito social, a reciclagem proporciona-nos uma melhor qualidade de vida através da melhoria ambiental.
Por isso, todos nós temos o dever de cuidar do que é de todos.
Temos que ter consciência desta realidade e parar de pensar que o que está longe de nós não nos afecta.
A correcta separação de resíduos para posterior reciclagem é uma tarefa muito simples e não custa nada cumpri-la.
E essa separação não se deve limitar apenas às embalagens, mas também a todos os resíduos que possam ser reciclados, como os óleos usados, electrodomésticos, pilhas, etc.
Só à alguns anos atrás, comecei a prestar uma maior atenção ao mundo que nos rodeia, e como tal faço a separação do lixo e procuro fazer com que as pessoas que me estão próximas também o façam, em especial ao meu filho. A falta de água potável, a transmissão e propagação de doenças, a paisagem seca, triste, e sem vida, é um futuro que não quero para ele.
É imprescindível acabar com a forma excessiva do consumismo, estamos a ficar sem recursos naturais no nosso planeta.
A solidariedade e a entreajuda da humanidade são postas à prova. Será que os mais generosos e mais humanos conseguem mudar o mundo! Pois a única coisa possível para aumentar a esperança de vida é proteger a saúde. Não podemos fechar os olhos aos problemas, porque assim eles não vão deixar de existir. Nós como vulgares cidadãos e sem conhecimento científico, podemos ajudar ajudando a população na prevenção, lutar com todas as armas que dispomos, independentemente de sofremos directa ou indirectamente das mesmas, podemos fazer campanhas, peditórios, voluntariado, denunciar casos de carência humana que tenhamos conhecimento, às respectivas autoridades.
Este ano, no mês de Janeiro, participei num peditório para as crianças da Caritas, juntamente com algumas colegas do Cesae, foi uma experiencia muito compensatória, fiquei muito feliz ao constatar que ainda existem pessoas sensíveis e que conhecem as dificuldades destas crianças e também dos “novos” pobres. Sim, infelizmente há cada vez mais pessoas sem-abrigo devido à crise em que nos deparamos. Todos nós sabemos como está a situação da economia nos dias de hoje, e por essa razão, é preciso tomar boas decisões, tais como, poupar.
É devido às circunstâncias da vida, que na sociedade acrescem problemas de droga, álcool, doenças crónicas e transmissíveis.
Infelizmente, aprendi com a dura realidade que, se no presente não cuidarmos bem daquilo que temos de mais precioso, a saúde, no futuro, pode não ser possível.
Aos 16 anos comecei a fumar por uma mera brincadeira e transformou-se num vício com cerca de dezasseis anos.
O cigarro foi, por muitos anos, um símbolo de luxo, de satisfação e status social. A sua venda era motivada pela exploração de uma imagem estratégica, em promoção de festas, concertos e eventos, sempre ligada ao que está na moda.
Após anos de consumo, o tabaco foi perdendo as suas características "positivas". Hoje não há qualquer dúvida sobre os malefícios do seu uso e dos seus derivados para a saúde do fumador e de todos aqueles que vivem a sua volta.
Actualmente, nos próprios maços de tabaco vem a informação sobre os seus malefícios, embora o choque não seja assim tão grande como se desejaríamos que fosse.
Não foram esses avisos que me influenciaram a deixar de fumar, embora eu soubesse que o tabaco era prejudicial para a saúde, só quando vi de muito perto as suas consequências, todo o sofrimento e angústia pelo qual se passa, e o facto de não haver retrocesso, senti que estava na altura de deixar esse vício.
Não foi fácil deixar de fumar, mas também não foi assim tão difícil como se pensa, é preciso termos acima de tudo uma grande foça interior. Foi em Março de 2006, que decidi deixar de fumar. Nesta altura, ainda não tinha saído a legislação sobre o tabaco, embora o diploma estivesse pronto há muito, devido às consecutivas alterações, ele só foi publicado em Diário da República em Agosto de 2007 para vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2008. No nosso país, no que se refere à concordância ou não com a proibição de fumar nos locais considerados, constatou-se através de inquéritos, que a maioria dos cidadãos é completamente a favor da proibição de fumar em todos os locais.
Algum tempo atrás, e pela segunda vez, passei pela experiência de perder um familiar devido ao consumo de substâncias químicas.
O meu irmão, de 42 anos de idade, não resistiu à doença que o torturava há cerca de um ano e meio e que cada dia o deixava sem forças para lutar.
Em 2006 foi-lhe diagnosticado um tumor maligno (cancro) nos pulmões. Fiquei em estado de choque. Quando pensamos que nada disso nos bate a porta, estamos absolutamente enganados.
Ele era fumador há muitos anos e o tabaco, sendo o maior factor de risco para esse tipo de tumor, acabou por lhe traçar o destino.
Nos tempos que correm, como já é possível aliviar os efeitos secundários através de medicamentos, houve algum tempo em que o meu irmão sentia-se bem, continuava a trabalhar, estávamos certos de que era uma fase má das nossas vidas e que estava prestes a acabar. Mas infelizmente isso não aconteceu.
O choque maior estava para vir, cancro tinha-se espalhado, afectando também o fígado. Os médicos então informaram-nos que não havia cura possível. O cancro estava demasiado evoluído. O objectivo era então o de controlar a doença e os seus sintomas. Mas na fase terminal as dores eram muitas vezes insuportáveis, embora tomasse medicação para não as sentir.
Vi o meu irmão passar por todos os sintomas e a minha impotência era tão frustrante, tudo o que podia fazer era proporcionar-lhe o conforto psicológico, no tempo de vida que lhe restava.
Portanto, ter uma boa saúde é essencial para que a população possa manter uma qualidade de vida aceitável, tendo uma vida activa e saudável.
É indispensável que as pessoas se sintam úteis, e o trabalho também faz parte integrante das nossas vidas no ponto de vista individual, familiar e colectivo. Uma vez que no desemprego, ou com trabalho muito precário, as relações sociais descem a pique de uma forma impressionante.
s direitos dos trabalhadores são uma componente indispensável do sistema democrático. O seu pleno exercício é um factor de dinamização e enriquecimento da vida política, social e cultural e do desenvolvimento económico-social do país.
Todos nós, enquanto trabalhadores, temos uma série de direitos, mas também temos obrigações para com a entidade patronal.
No Código do Trabalho estão previstos os direitos e deveres dos trabalhadores em geral, mas é nos Instrumentos de Regulamentação Colectiva que são estabelecidas as garantias mínimas, para todos os trabalhadores de uma empresa ou sector de actividade. Garantias sobre as condições de prestação de trabalho relativas à segurança, higiene e saúde, garantia da retribuição base para todas as profissões e categorias profissionais.
Os direitos que são assistidos por lei são, entre outros:
Artigo 127º. 129º. Código do Trabalho:
Receber pontualmente a retribuição;
Subsídio de férias e de natal;
O gozo de férias;
Os períodos mínimos de descanso;
Igualdade de tratamento e não discriminação;
Condições de trabalho, no que diz respeito à segurança e saúde;
Retribuição do trabalho, segundo a quantidade, natureza e qualidade, observando-se o princípio de que para trabalho igual salário igual, de forma a garantir uma existência condigna;
Organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, de forma a facultar a realização pessoal e a permitir a conciliação da actividade profissional com a vida familiar;
Prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde;
Repouso e lazeres, a um limite máximo da jornada de trabalho, ao descanso semanal e as férias periódicas pagas;
Assistência material, quando involuntariamente se encontrem em situação de desemprego;
Assistência e justa reparação, quando vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.
Hoje, face ao actual contexto económico e social do país, os trabalhadores e a maioria da população portuguesa têm maiores dificuldades financeiras e piores condições de vida.
O elevado número de desempregados, a precariedade no emprego, o aumento de custo de vida, os baixos salários, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores são algumas das causas que levam ao aumento da degradação das condições de vida.
Por todas estas situações, o medo crescente da perda do emprego é grande e está cada vez mais presente em cada cidadão. Este receio faz com que a mobilização dos trabalhadores na defesa dos seus direitos seja bastante menor.
Na aula foi abordado o tema do Tratado de Maastricht e o tratado de Lisboa onde foram discutidos os deveres e direitos de cidadania, transnacionalidade, diferentes contextos sociais, intensificando as relações sociais à escala mundial.
Há um tempo atrás não tinha a noção de que participação para a cidadania era tão importante para o nosso bem-estar. Todos nós sabemos que o que semeamos assim o recolhemos, ou seja, enquanto cidadã, devo proceder de boa fé perante a sociedade, no exercício dos meus direitos e no cumprimento das minhas obrigações.
Fundamentos de cultura língua e comunicação
Área de Competência: Base
Descrição da UFCD: CLC_7
• Intervém de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões culturais, linguística e comunicacional.
• Revela competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto profissional em que se inscreve.
• Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais.
• Identifica os principais factores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.
O desenvolvimento humano é um processo global que implica o crescimento físico, desenvolvimento biológico e a aprendizagem.
A educação e o meio ambiente em que crescemos e as experiencias a que estamos sujeitos é que nos tornam seres únicos.
Há até um ditado que completa o anterior nomeado no módulo de CLC7, que diz, “a educação de um filho começa 20 anos antes de ele nascer”, refere-se ao facto de que para se ser um bom educador, tem que ser bem-educado. Educado no sentido de ser um ser equilibrado psiquicamente, e integrado socialmente e culturalmente.
Por essa razão, o humano utiliza os mais diversos tipos de linguagem para empreender a comunicação com a humanidade.
A comunicação não se realiza unicamente quando estamos perante outros seres, na verdade, ela é tudo o que nos envolve no dia-a-dia. Começando assim que nos levantamos, saudando o nosso próximo com palavras, gestos, ou até mesmo quando temos a necessidade de exteriorizar os sentimentos sob a forma de palavras audíveis como, o choro, o riso, a dor, o medo, de entre tantos sentimentos.
Segundo os filósofos, o homem só se conseguiu libertar da sua primitiva animalidade, após a descoberta do fogo e do uso A primeira linguagem visual surgiu quando o homem caçador teve necessidade de transmitir à tribo, o que fazia para sobreviver, representando assim, várias pinturas rupestres no interior do seu habitáculo.
Mais tarde, o homem inventou novas formas de escrita, cada símbolo representava uma ideia um som, e foi assim que surgiu o alfabeto. Consequentemente devido à capacidade que o homem adquiriu para transformar vários produtos naturais em matérias-primas, inventou o papiro e mais tarde o papel.
Com a invenção do papel a transmissão do conhecimento alargou-se a todos os grupos da sociedade. Mais tarde lançou-se na descoberta de outros meios, de outras matérias e outros engenhos, para poder comunicar com maior rapidez e a maior distância.
Gutenberg foi o grande inventor da imprensa. Afirma-se, que teria inventado os tipos móveis, tipos de caracteres individuais de metal e o desenvolvimento de tintas à base de óleo para melhor usá-los. Aperfeiçoou ainda, uma prensa gráfica inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho.
No período em que frequentei o curso de Artes Gráficas, tive a oportunidade de trabalhar com as ditas máquinas rotativas de Gutenberg. Também, elaborei alguns trabalhos desde a composição de textos em caracteres de chumbo, o que achei muito interessante, até á impressão dos mesmos na dita prensa.
Contudo, a imprensa sentiu a necessidade de evoluir, pois a sociedade tinha cada vez mais a sede de informação e conhecimento. Os livros e os jornais eram um dos meios de aprendizagem e comunicação. Os jornais propunham ao público, artigos com assuntos de grande profundidade, como as noticias, as crónicas, processos científicos, entre outros, e com o passar dos tempos, criou novos tipos de jornais. A notícia, a reportagem, a entrevista têm como finalidade informar, tal não acontece com a crónica, que por norma é breve e surge numa página fixa do jornal. A crónica que estudámos, “A casa dos beijos”, faz-nos uma critica á sociedade infeliz e preconceituosa e evidencia-nos que não há mal nenhum em amar. A crónica remata sempre com uma frase chave onde está contida a ideia principal do ponto de vista do autor.
As notícias sobre crimes, sexualidade, acidentes, são os meios mais eficazes de atrair a clientela. Tendo em conta que, para uma boa publicidade, é imprescindível ter-se muita criatividade, para que possa aliciar o publico com novidades em primeira mão. A imprensa limita-se quase exclusivamente à função informativa, não estabelecendo qualquer contacto com o público. Com toda esta evolução, criou técnicas para poder cativar cada vez mais o público, político, económico e cultural. Hoje, os processos de impressão evoluíram de uma tal forma que para poder fazer qualquer tipo de publicidade, não precisamos de ir obrigatoriamente a uma tipografia. Agora, todo o cidadão tem acesso a novas tecnologias, a sociedade tem a noção que estar informado, é “chegar mais além”.
As novas tecnologias trouxeram evoluções na comunicação, linguagem e cultura.
Em relação a este tema, analisámos o poema, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” Constituído por duas quadras e dois tercetos, de Luís de Camões e o conto “O Largo” de Manuel da Fonseca. “Esse vasto mundo onde qualquer coisa, terrível e desejada, está acontecendo.” Esta frase retirada do texto, demonstram-nos como a vida está em constante mudança.
O conto “O Largo”, retrata-nos as tradições de um passado, trazendo até nós as vivências, costumes e valores de uma determinada época e as alterações que a mudança e o progresso reflectiram naquela aldeia.
Foi um dos contos que me despertou um interesse especial, pois comparo-o com a história da minha aldeia.
O conto do escritor alentejano, relata o desempenho do Largo nas sociedades e na sociedade local em particular. É no Largo que se situa a igreja, onde os fiéis aos domingos de manhã se deslocam para ir à missa, onde se encontram na taberna ou no café, pondo a conversa em dia, onde se fazem negócios e marcam encontros. O Largo funcionava como reagrupamento para os homens e a casa era para as mulheres. Não saíam sozinhas à rua porque eram mulheres, quando iam visitar as amigas, os homens deixavam-nas à porta e entravam numa loja que ficasse perto à espera que elas saíssem para as levar para casa. Eram elas que iam à missa enquanto os homens não passavam do adro e não entravam nas casas sem que fossem obrigados a tirar o chapéu.
Depois cortaram os eucaliptos ao Largo, e o Largo foi morrendo. Era lá o centro do Mundo, a paisagem do espaço narrativo é modificada com a chegada do comboio, hoje é apenas um cruzamento de estradas pois o comboio fê-lo desaparecer e a vida mudou-se para o outro lado da Vila.
Na minha aldeia, Vila Nova, o largo do Soito era muito parecido, ainda existe hoje um fontanário recuperado, que foi durante décadas um local onde se juntavam as lavadeiras da aldeia, que cantavam belas músicas, enquanto as crianças brincavam por ali perto.
A separação das vilas fazia-se por um monte de rara beleza arqueológica Foi afirmado por várias pessoas idosas, que nas primeiras décadas deste século, havia ainda uma ou duas antas num largo considerado maninho, sítio em frente ao Instituto de São José.
Mais tarde, por volta de meados dos anos trinta, o negociante de vinhos no lugar, adquiriu parte daquele maninho e o adulterou, deixando assim de existir. Contam-se várias histórias que contribuíram para que aquele local passasse a ser conhecido pelo Calvário. Dizia-se que as vacas que por ali passavam a puxar a charrua enterravam-se na terra junto às antas sem que o terreno apresentasse sinais de alagamento, recusando-se a andar.
Não se sabe se por efeito de histórias semelhantes a esta, se por outros motivos, a verdade é que naquele local foram colocadas várias cruzes de pedra tornando ponto de paragem obrigatório em procissões e nunca esquecido nas tradicionais noites de cânticos para a evocação das almas, por altura da Quaresma, o que ainda hoje acontece. Esta e outras histórias ainda se mantêm vivas, mas não sei por quanto tempo. Pois estamos em constante mudança e as tradições vão-se esmorecendo.
Foram cortados os eucaliptos e a ponte que dava acesso à aldeia deu lugar a uma rotunda onde se ligam estradas vindas de várias direcções. A Aldeia cresce a todos os níveis. Há novas escolas, mais comércio e futuramente a industrialização. O largo do Soito, hoje é apenas um cruzamento onde param para ir à fonte. As mulheres entraram no mercado de trabalho, por necessidade e por vontade de evoluir na sociedade. Ainda me lembro claramente o dia em que vi pela primeira vez uma mulher a conduzir. Na altura pensei comigo mesma, “como é possível!” hoje vejo como a vida e as vontades mudaram na nossa sociedade.
O Auto da Índia de Gil Vicente, que analisei, retrata a mulher e o casamento na sociedade. Há uma duplicidade em Gil Vicente quando nos refere no texto uma Ama infiel, cheia de artimanhas, indiferente quanto ao destino do marido e outra, de uma Ama vítima do abandono e do egoísmo do marido.
Gil Vicente cria a reflexão pela oposição, a mulher é apresentada como adúltera, no entanto, ela foi deixada em casa, obrigada a viver em recolhimento privado, enquanto o marido, tomando as rédeas de sua própria vontade, parte à procura de aventuras, riquezas e glórias em terras distantes, deixando-a presa da incerteza de sua volta. No Auto, o tempo é dramático. A mudança é constante, sugerindo ao leitor a sensação da passagem do tempo. A acção acompanha a vida com as suas mesquinharias e grandezas, enriquecida pelos grandes e pequenos dramas vividos pelo Homem. Também nos revela o desvanecer da ética medieval à prática do hedonismo, que é manobrada pelo universo feminino, tendo esta, várias atitudes ao assumir uma atitude de gozo diante da vida.
Gil Vicente pegou na contextualização histórica política e cultural da sua época, para fazer uma critica à sociedade de uma forma muito subtil. Sempre foi um autor inovador, ele criticava a rir toda a sociedade, desde a classe mais alta até a classe mais baixa.
Na minha opinião, a censura existe de todas as maneiras, porque em várias circunstâncias da vida em que as pessoas se encontram, por boas ou más razões, as pessoas seleccionam, escolhem, apagam, fazem realçar o que pretendem. Mediante isso, existem tantos temas controversos, como a eutanásia.
A palavra eutanásia é composta de duas palavras gregas “Eu” e “Thanatos” e significa “uma boa morte”.
A eutanásia está indirectamente relacionada com a ciência no ponto de vista em que com os novos avanços da tecnologia, existe uma melhoria significativa das condições de vida da maioria dos humanos. Todas estas novas criações proporcionadas pela tecnologia dão-nos outra perspectiva de vida, a maioria dos doentes recuperam com mais facilidade, reflectindo assim, como o homem progrediu na medicina.
Na Antiguidade, a maioria dos médicos não tratava pacientes terminais, logo, havia poucas opções e praticavam a eutanásia.
Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma “morte boa”, como resposta apropriada e racional a diversos males.
A atitude dos gregos e romanos antigos a favor da eutanásia assistida, encontrou resistência nos primeiros séculos da nossa época. O judaísmo e o cristianismo criticaram-na fortemente, pois não era uma morte natural.
Foi apenas na Europa Moderna que o tema do suicídio e da dúvida sobre viver ou não, começou a ser discutido em livros, peças de teatro e entre os intelectuais da época.
Apesar dos debates, o apoio ao suicídio como afirmação da autonomia individual e protesto contra a convenção moralista da Igreja, nunca foram suficientes.
Filósofos do iluminismo, não apenas descreviam o suicídio como socialmente desejável e uma questão de opção pessoal, como também indicavam a hipótese de que eram factores materiais que levariam uma pessoa a cometê-lo.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX ocorreu uma mudança, foi a posição dos médicos em relação aos pacientes terminais. Uma nova ética era formada e os médicos começaram a preocupar-se mais com o bem-estar dos doentes terminais. O problema da eutanásia não se limita aos aspectos éticos, morais e filosóficos do doente, do seu direito à autodeterminação ou a uma morte digna, mas também à ética que rege a actuação dos profissionais de saúde, e sobretudo com questões de ordem jurídica que, variam de país para país.
Em Portugal a lei não prevê nenhuma forma de eutanásia e o código penal considera a morte induzida ou o suicídio assistido como homicídio qualificado, não havendo qualquer caso de jurisprudência nesta matéria.
No entanto, este é um debate que, mais tarde ou mais cedo, terá lugar na sociedade portuguesa.
Eu defendo a eutanásia, mas apenas em certas circunstâncias. Na minha opinião, a lei sobre a eutanásia deveria simplesmente reconhecer que há razões objectivas, que fazem com que as pessoas prefiram a morte à vida: dores insuportáveis, condições de vida degradantes, e a certeza de que a morte se aproxima e em desespero. Nestes casos, deveria ser permitido que um especialista ajudasse essa pessoa a morrer da melhor maneira possível, em paz e rodeada pela família e amigos. As pessoas com doenças em fase terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de sofrimento físico e psíquico muito intenso, em que desejam apenas acabar com tudo aquilo.
Infelizmente já vi e ouvi esse desejo em alguém. E se para mim foi uma tortura ouvir essas palavras, maior é a tortura para quem está a sofrer.
Mas há também momentos em que lutam dia após dia para viverem um só segundo mais. Por isso, deveríamos dar a estas pessoas, condições para viverem os últimos momentos das suas vidas, com o menor sofrimento possível, através de uma maior dominação do sofrimento.
Sendo para isso necessário que se crie uma rede de cuidados apelativos em Portugal.
Uma equipa de profissionais que assista estes doentes na sua fase final, com o único objectivo de melhorar a qualidade da sua vida neste transe definitivo, atendendo às necessidades físicas e psíquicas, do paciente e da sua família.
O doente precisa de se sentir seguro, de ter a segurança de alguém que o apoie e não o abandone. Necessita de amar e de ser amado.
Infelizmente, existem pelo mundo fora pessoas que beneficiam com a morte e sofrimento de outros.
Neste módulo visualizei o filme, “O fiel jardineiro”. Demonstra-nos como o poder económico consegue manipular este povo sofrido e mal tratado, considerado o mais humilhado da história moderna. Existem crianças inocentes que pagam um preço alto, a miséria, desnutrição, abandono. Vítimas de uma política suja, condenadas à morte por violentas guerras civis, por doenças como a Sida e a Tuberculose. As atrocidades que o estado Britânico e a industria farmacêutica causam. Este povo é usado como cobaia para experiencias de novos medicamentos supostamente para tratar a tuberculose. O factor económico é a destruição dessa sociedade.
África tenta sobreviver, tendo como única esperança médicos e seminaristas que passam as fronteiras e desafiam a política corrupta para salvar estas vidas, tentam fazer com que sorriam novamente e que tenham uma vida digna. Não podemos deixar despercebida a dor de tantos que esperam a nossa ajuda.
Devemos alertar cada vez mais a sociedade para este problema que também é nosso. Através das novas tecnologias, pois é para isso que elas existem, para nos ajudar.
Quando vi o sofrimento deste povo, fiquei deveras chocada, é um atentado moral ver tantas crianças a passarem por terríveis torturas pelo movimento rebelde. Não conheço nenhuma outra parte do mundo onde exista uma emergência com tantas proporções como a África com tão pouca atenção internacional.
Penso que a vida dos sofredores assusta e afugenta a maioria da sociedade. Infelizmente é assim pelo mundo fora. Milhares de crianças sofrem e o mundo nem se apercebe.
Em relação a este tema, analisámos um texto muito subjectivo da auto-biografia de Vergílio Ferreira onde o autor expressa as suas emoções, o seu estado de espírito em diversos episódios da sua vida.
O autor relembra a partida do pai e mais tarde o abandono da mãe e da irmã. Estas imagens ficaram-lhe gravadas na memória, causando-lhe um enorme vazio, desespero e angustia. Toda a sua infância fora triste e sombria. As tias submeteram-no ao asilo, privando-o de uma infância “normal”.
Seis anos mais tarde, enchendo-se de coragem, saiu do seminário foi para o liceu, e de mais tarde para a Universidade. O recomeço de vida foi muito difícil, pelo facto de se descobrir como homem e como cidadão comum. Tudo parecia violento demais para uma personagem pacata e reservada como ele. Por isso, Évora fora a sua grande paixão, é a cidade que o identifica, e passo a transcrever o que ele sente. “Évora do silêncio com sinos nas manhãs de domingo, estradas abandonadas à vertigem da distância, ó cidade irreal, cidade única, memória perdida de mim”. Este homem vestiu diversas personagens, a de filósofo e escritor, a de ensaísta, a de romancista e a de professor. Este pensador fazia constantes reflexões acerca do sentido da vida, sobre o mistério da existência, acerca do nascimento e da morte, enfim, acerca dos problemas da condição humana.
Podemos constatar, que de facto no texto auto biografia, há uma carga maior de emoções, não é meramente informativo.
As experiências pessoais constituem uma fonte de aprendizagem ao longo da nossa vida.
Sou portuguesa, vivo numa aldeia a 7 km de Viseu. Tenho as minhas origens nesta cidade, que considero a mais linda de todas.
Sou gémea de bolsas distintas. A minha mãe não teve tempo para se deslocar à maternidade, e a minha irmã nasceu em casa com a ajuda de uma parteira da aldeia, juntamente com a minha avó materna. Naquele tempo, os transportes eram escassos e o meu tio, irmão da minha mãe, como estava sempre por perto, levou-a para o hospital.
Duas horas mais tarde e já na maternidade, nasci eu e só nessa altura é que a minha mãe se apercebeu tinha tido dois bebés. Não há dúvida, que as novas tecnologias vieram fazer a diferença.
Passamos então a ser, quatro rapazes e três raparigas. Passados dois anos, com o nascimento de mais um rapazinho, a família ficou completa, oito filhos, com diferença de idade de cerca de 2 anos. Antigamente, era de tradição darem os nomes dos padrinhos aos afilhados. Tenho a felicidade de ter uma irmã gémea, e os nossos nomes foram escolhidos pela irmã mais velha. Se não o fosse, hoje teria o nome de Arlete, nome da minha madrinha
Apesar de o meu pai trabalhar como emigrante, não tivemos recursos suficientes para poder estudar, como éramos uma família grande, todos tivemos de trabalhar para ajudar a minha mãe. Penso que a ausência paternal fez com que eu lutasse para ser o que sou hoje.
A minha trajectória de vida esteve sempre em mudança. Quando sai da escola, (educação Informal) na altura não me preocupei muito, o método de ensino era severo e rigoroso. Só uma professora se diferenciou em relação às outras, professora Isabelina era assim que lhe chamávamos, era atenciosa e preocupada connosco. Foi então que ingressei no mercado de trabalho, com 12 anos de idade. Foi na restauração que me fixei mais tempo. Lidar com o publico não é fácil, mas dá-nos uma grande lição de vida. Aprendi a lidar com vários tipos de situações, o que fez com que eu começa-se a aprender a saber estar e a saber ser.
Já aos 18 anos, apercebo-me que o mundo mudava. Fiz o curso que me lançou para a criação e venda de publicidade. Actualmente, tudo o que foi aprendido ficou desactualizado, pois as novas tecnologias inovaram por completo a realização das mesmas. Mais tarde emigrei, na suíça conheci novas culturas e línguas, novos métodos de trabalho.
Nunca tive receio de me aventurar, de fazer algo de novo, de diferente. Aprendi muito com todas essas experiências. Hoje, devido à responsabilidade e a aprendizagem ao longo da vida, (educação não formal), as minhas escolhas são mais ponderadas.
A formação profissional actuou num espaço tridimensional, tenho consciência de que as vivências, as experiências e os conhecimentos que adquiri, foram muito importantes. E esta educação não formal reforçou a minha óptica de ver como é importante, a justiça social o respeito pelos direitos humanos e a tolerância. Esta formação ajuda-nos a conquistar relações mais ricas entre as pessoas. É uma educação para novas relações e para novas expressões do ser social.
Todos os trabalhos de grupo, ideias, actividades integradoras que realizei, fez crescer em mim uma motivação intrínseca, pois todas estas mudanças e exigências fizeram com que tivesse a necessidade de ter um pouco de conhecimento em todas as áreas, cidadania, cultura e tecnologias, Cada vez mais as empresas procuram profissionais multifuncionais, para conseguir vencer a grande batalha entre o sucesso e o fracasso, por isso, é preciso aperfeiçoarmo-nos de acordo com o mercado.
Durante as nossas vidas aprendemos a filtrar a emoções. Se pudesse viver de novo, daria mais afecto às pessoas queridas que já partiram, porque a saudade é demasiado longa.
E mudaria certamente o meu percurso escolar, porque a aprendizagem faz parte da vida.
Descrição da UFCD: CLC_7
• Intervém de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões culturais, linguística e comunicacional.
• Revela competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto profissional em que se inscreve.
• Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais.
• Identifica os principais factores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.
O desenvolvimento humano é um processo global que implica o crescimento físico, desenvolvimento biológico e a aprendizagem.
A educação e o meio ambiente em que crescemos e as experiencias a que estamos sujeitos é que nos tornam seres únicos.
Há até um ditado que completa o anterior nomeado no módulo de CLC7, que diz, “a educação de um filho começa 20 anos antes de ele nascer”, refere-se ao facto de que para se ser um bom educador, tem que ser bem-educado. Educado no sentido de ser um ser equilibrado psiquicamente, e integrado socialmente e culturalmente.
Por essa razão, o humano utiliza os mais diversos tipos de linguagem para empreender a comunicação com a humanidade.
A comunicação não se realiza unicamente quando estamos perante outros seres, na verdade, ela é tudo o que nos envolve no dia-a-dia. Começando assim que nos levantamos, saudando o nosso próximo com palavras, gestos, ou até mesmo quando temos a necessidade de exteriorizar os sentimentos sob a forma de palavras audíveis como, o choro, o riso, a dor, o medo, de entre tantos sentimentos.
Segundo os filósofos, o homem só se conseguiu libertar da sua primitiva animalidade, após a descoberta do fogo e do uso A primeira linguagem visual surgiu quando o homem caçador teve necessidade de transmitir à tribo, o que fazia para sobreviver, representando assim, várias pinturas rupestres no interior do seu habitáculo.
Mais tarde, o homem inventou novas formas de escrita, cada símbolo representava uma ideia um som, e foi assim que surgiu o alfabeto. Consequentemente devido à capacidade que o homem adquiriu para transformar vários produtos naturais em matérias-primas, inventou o papiro e mais tarde o papel.
Com a invenção do papel a transmissão do conhecimento alargou-se a todos os grupos da sociedade. Mais tarde lançou-se na descoberta de outros meios, de outras matérias e outros engenhos, para poder comunicar com maior rapidez e a maior distância.
Gutenberg foi o grande inventor da imprensa. Afirma-se, que teria inventado os tipos móveis, tipos de caracteres individuais de metal e o desenvolvimento de tintas à base de óleo para melhor usá-los. Aperfeiçoou ainda, uma prensa gráfica inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho.
No período em que frequentei o curso de Artes Gráficas, tive a oportunidade de trabalhar com as ditas máquinas rotativas de Gutenberg. Também, elaborei alguns trabalhos desde a composição de textos em caracteres de chumbo, o que achei muito interessante, até á impressão dos mesmos na dita prensa.
Contudo, a imprensa sentiu a necessidade de evoluir, pois a sociedade tinha cada vez mais a sede de informação e conhecimento. Os livros e os jornais eram um dos meios de aprendizagem e comunicação. Os jornais propunham ao público, artigos com assuntos de grande profundidade, como as noticias, as crónicas, processos científicos, entre outros, e com o passar dos tempos, criou novos tipos de jornais. A notícia, a reportagem, a entrevista têm como finalidade informar, tal não acontece com a crónica, que por norma é breve e surge numa página fixa do jornal. A crónica que estudámos, “A casa dos beijos”, faz-nos uma critica á sociedade infeliz e preconceituosa e evidencia-nos que não há mal nenhum em amar. A crónica remata sempre com uma frase chave onde está contida a ideia principal do ponto de vista do autor.
As notícias sobre crimes, sexualidade, acidentes, são os meios mais eficazes de atrair a clientela. Tendo em conta que, para uma boa publicidade, é imprescindível ter-se muita criatividade, para que possa aliciar o publico com novidades em primeira mão. A imprensa limita-se quase exclusivamente à função informativa, não estabelecendo qualquer contacto com o público. Com toda esta evolução, criou técnicas para poder cativar cada vez mais o público, político, económico e cultural. Hoje, os processos de impressão evoluíram de uma tal forma que para poder fazer qualquer tipo de publicidade, não precisamos de ir obrigatoriamente a uma tipografia. Agora, todo o cidadão tem acesso a novas tecnologias, a sociedade tem a noção que estar informado, é “chegar mais além”.
As novas tecnologias trouxeram evoluções na comunicação, linguagem e cultura.
Em relação a este tema, analisámos o poema, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.” Constituído por duas quadras e dois tercetos, de Luís de Camões e o conto “O Largo” de Manuel da Fonseca. “Esse vasto mundo onde qualquer coisa, terrível e desejada, está acontecendo.” Esta frase retirada do texto, demonstram-nos como a vida está em constante mudança.
O conto “O Largo”, retrata-nos as tradições de um passado, trazendo até nós as vivências, costumes e valores de uma determinada época e as alterações que a mudança e o progresso reflectiram naquela aldeia.
Foi um dos contos que me despertou um interesse especial, pois comparo-o com a história da minha aldeia.
O conto do escritor alentejano, relata o desempenho do Largo nas sociedades e na sociedade local em particular. É no Largo que se situa a igreja, onde os fiéis aos domingos de manhã se deslocam para ir à missa, onde se encontram na taberna ou no café, pondo a conversa em dia, onde se fazem negócios e marcam encontros. O Largo funcionava como reagrupamento para os homens e a casa era para as mulheres. Não saíam sozinhas à rua porque eram mulheres, quando iam visitar as amigas, os homens deixavam-nas à porta e entravam numa loja que ficasse perto à espera que elas saíssem para as levar para casa. Eram elas que iam à missa enquanto os homens não passavam do adro e não entravam nas casas sem que fossem obrigados a tirar o chapéu.
Depois cortaram os eucaliptos ao Largo, e o Largo foi morrendo. Era lá o centro do Mundo, a paisagem do espaço narrativo é modificada com a chegada do comboio, hoje é apenas um cruzamento de estradas pois o comboio fê-lo desaparecer e a vida mudou-se para o outro lado da Vila.
Na minha aldeia, Vila Nova, o largo do Soito era muito parecido, ainda existe hoje um fontanário recuperado, que foi durante décadas um local onde se juntavam as lavadeiras da aldeia, que cantavam belas músicas, enquanto as crianças brincavam por ali perto.
A separação das vilas fazia-se por um monte de rara beleza arqueológica Foi afirmado por várias pessoas idosas, que nas primeiras décadas deste século, havia ainda uma ou duas antas num largo considerado maninho, sítio em frente ao Instituto de São José.
Mais tarde, por volta de meados dos anos trinta, o negociante de vinhos no lugar, adquiriu parte daquele maninho e o adulterou, deixando assim de existir. Contam-se várias histórias que contribuíram para que aquele local passasse a ser conhecido pelo Calvário. Dizia-se que as vacas que por ali passavam a puxar a charrua enterravam-se na terra junto às antas sem que o terreno apresentasse sinais de alagamento, recusando-se a andar.
Não se sabe se por efeito de histórias semelhantes a esta, se por outros motivos, a verdade é que naquele local foram colocadas várias cruzes de pedra tornando ponto de paragem obrigatório em procissões e nunca esquecido nas tradicionais noites de cânticos para a evocação das almas, por altura da Quaresma, o que ainda hoje acontece. Esta e outras histórias ainda se mantêm vivas, mas não sei por quanto tempo. Pois estamos em constante mudança e as tradições vão-se esmorecendo.
Foram cortados os eucaliptos e a ponte que dava acesso à aldeia deu lugar a uma rotunda onde se ligam estradas vindas de várias direcções. A Aldeia cresce a todos os níveis. Há novas escolas, mais comércio e futuramente a industrialização. O largo do Soito, hoje é apenas um cruzamento onde param para ir à fonte. As mulheres entraram no mercado de trabalho, por necessidade e por vontade de evoluir na sociedade. Ainda me lembro claramente o dia em que vi pela primeira vez uma mulher a conduzir. Na altura pensei comigo mesma, “como é possível!” hoje vejo como a vida e as vontades mudaram na nossa sociedade.
O Auto da Índia de Gil Vicente, que analisei, retrata a mulher e o casamento na sociedade. Há uma duplicidade em Gil Vicente quando nos refere no texto uma Ama infiel, cheia de artimanhas, indiferente quanto ao destino do marido e outra, de uma Ama vítima do abandono e do egoísmo do marido.
Gil Vicente cria a reflexão pela oposição, a mulher é apresentada como adúltera, no entanto, ela foi deixada em casa, obrigada a viver em recolhimento privado, enquanto o marido, tomando as rédeas de sua própria vontade, parte à procura de aventuras, riquezas e glórias em terras distantes, deixando-a presa da incerteza de sua volta. No Auto, o tempo é dramático. A mudança é constante, sugerindo ao leitor a sensação da passagem do tempo. A acção acompanha a vida com as suas mesquinharias e grandezas, enriquecida pelos grandes e pequenos dramas vividos pelo Homem. Também nos revela o desvanecer da ética medieval à prática do hedonismo, que é manobrada pelo universo feminino, tendo esta, várias atitudes ao assumir uma atitude de gozo diante da vida.
Gil Vicente pegou na contextualização histórica política e cultural da sua época, para fazer uma critica à sociedade de uma forma muito subtil. Sempre foi um autor inovador, ele criticava a rir toda a sociedade, desde a classe mais alta até a classe mais baixa.
Na minha opinião, a censura existe de todas as maneiras, porque em várias circunstâncias da vida em que as pessoas se encontram, por boas ou más razões, as pessoas seleccionam, escolhem, apagam, fazem realçar o que pretendem. Mediante isso, existem tantos temas controversos, como a eutanásia.
A palavra eutanásia é composta de duas palavras gregas “Eu” e “Thanatos” e significa “uma boa morte”.
A eutanásia está indirectamente relacionada com a ciência no ponto de vista em que com os novos avanços da tecnologia, existe uma melhoria significativa das condições de vida da maioria dos humanos. Todas estas novas criações proporcionadas pela tecnologia dão-nos outra perspectiva de vida, a maioria dos doentes recuperam com mais facilidade, reflectindo assim, como o homem progrediu na medicina.
Na Antiguidade, a maioria dos médicos não tratava pacientes terminais, logo, havia poucas opções e praticavam a eutanásia.
Muitos filósofos da Grécia e Roma antigas consideravam o suicídio uma “morte boa”, como resposta apropriada e racional a diversos males.
A atitude dos gregos e romanos antigos a favor da eutanásia assistida, encontrou resistência nos primeiros séculos da nossa época. O judaísmo e o cristianismo criticaram-na fortemente, pois não era uma morte natural.
Foi apenas na Europa Moderna que o tema do suicídio e da dúvida sobre viver ou não, começou a ser discutido em livros, peças de teatro e entre os intelectuais da época.
Apesar dos debates, o apoio ao suicídio como afirmação da autonomia individual e protesto contra a convenção moralista da Igreja, nunca foram suficientes.
Filósofos do iluminismo, não apenas descreviam o suicídio como socialmente desejável e uma questão de opção pessoal, como também indicavam a hipótese de que eram factores materiais que levariam uma pessoa a cometê-lo.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX ocorreu uma mudança, foi a posição dos médicos em relação aos pacientes terminais. Uma nova ética era formada e os médicos começaram a preocupar-se mais com o bem-estar dos doentes terminais. O problema da eutanásia não se limita aos aspectos éticos, morais e filosóficos do doente, do seu direito à autodeterminação ou a uma morte digna, mas também à ética que rege a actuação dos profissionais de saúde, e sobretudo com questões de ordem jurídica que, variam de país para país.
Em Portugal a lei não prevê nenhuma forma de eutanásia e o código penal considera a morte induzida ou o suicídio assistido como homicídio qualificado, não havendo qualquer caso de jurisprudência nesta matéria.
No entanto, este é um debate que, mais tarde ou mais cedo, terá lugar na sociedade portuguesa.
Eu defendo a eutanásia, mas apenas em certas circunstâncias. Na minha opinião, a lei sobre a eutanásia deveria simplesmente reconhecer que há razões objectivas, que fazem com que as pessoas prefiram a morte à vida: dores insuportáveis, condições de vida degradantes, e a certeza de que a morte se aproxima e em desespero. Nestes casos, deveria ser permitido que um especialista ajudasse essa pessoa a morrer da melhor maneira possível, em paz e rodeada pela família e amigos. As pessoas com doenças em fase terminal, têm naturalmente momentos de desespero, momentos de sofrimento físico e psíquico muito intenso, em que desejam apenas acabar com tudo aquilo.
Infelizmente já vi e ouvi esse desejo em alguém. E se para mim foi uma tortura ouvir essas palavras, maior é a tortura para quem está a sofrer.
Mas há também momentos em que lutam dia após dia para viverem um só segundo mais. Por isso, deveríamos dar a estas pessoas, condições para viverem os últimos momentos das suas vidas, com o menor sofrimento possível, através de uma maior dominação do sofrimento.
Sendo para isso necessário que se crie uma rede de cuidados apelativos em Portugal.
Uma equipa de profissionais que assista estes doentes na sua fase final, com o único objectivo de melhorar a qualidade da sua vida neste transe definitivo, atendendo às necessidades físicas e psíquicas, do paciente e da sua família.
O doente precisa de se sentir seguro, de ter a segurança de alguém que o apoie e não o abandone. Necessita de amar e de ser amado.
Infelizmente, existem pelo mundo fora pessoas que beneficiam com a morte e sofrimento de outros.
Neste módulo visualizei o filme, “O fiel jardineiro”. Demonstra-nos como o poder económico consegue manipular este povo sofrido e mal tratado, considerado o mais humilhado da história moderna. Existem crianças inocentes que pagam um preço alto, a miséria, desnutrição, abandono. Vítimas de uma política suja, condenadas à morte por violentas guerras civis, por doenças como a Sida e a Tuberculose. As atrocidades que o estado Britânico e a industria farmacêutica causam. Este povo é usado como cobaia para experiencias de novos medicamentos supostamente para tratar a tuberculose. O factor económico é a destruição dessa sociedade.
África tenta sobreviver, tendo como única esperança médicos e seminaristas que passam as fronteiras e desafiam a política corrupta para salvar estas vidas, tentam fazer com que sorriam novamente e que tenham uma vida digna. Não podemos deixar despercebida a dor de tantos que esperam a nossa ajuda.
Devemos alertar cada vez mais a sociedade para este problema que também é nosso. Através das novas tecnologias, pois é para isso que elas existem, para nos ajudar.
Quando vi o sofrimento deste povo, fiquei deveras chocada, é um atentado moral ver tantas crianças a passarem por terríveis torturas pelo movimento rebelde. Não conheço nenhuma outra parte do mundo onde exista uma emergência com tantas proporções como a África com tão pouca atenção internacional.
Penso que a vida dos sofredores assusta e afugenta a maioria da sociedade. Infelizmente é assim pelo mundo fora. Milhares de crianças sofrem e o mundo nem se apercebe.
Em relação a este tema, analisámos um texto muito subjectivo da auto-biografia de Vergílio Ferreira onde o autor expressa as suas emoções, o seu estado de espírito em diversos episódios da sua vida.
O autor relembra a partida do pai e mais tarde o abandono da mãe e da irmã. Estas imagens ficaram-lhe gravadas na memória, causando-lhe um enorme vazio, desespero e angustia. Toda a sua infância fora triste e sombria. As tias submeteram-no ao asilo, privando-o de uma infância “normal”.
Seis anos mais tarde, enchendo-se de coragem, saiu do seminário foi para o liceu, e de mais tarde para a Universidade. O recomeço de vida foi muito difícil, pelo facto de se descobrir como homem e como cidadão comum. Tudo parecia violento demais para uma personagem pacata e reservada como ele. Por isso, Évora fora a sua grande paixão, é a cidade que o identifica, e passo a transcrever o que ele sente. “Évora do silêncio com sinos nas manhãs de domingo, estradas abandonadas à vertigem da distância, ó cidade irreal, cidade única, memória perdida de mim”. Este homem vestiu diversas personagens, a de filósofo e escritor, a de ensaísta, a de romancista e a de professor. Este pensador fazia constantes reflexões acerca do sentido da vida, sobre o mistério da existência, acerca do nascimento e da morte, enfim, acerca dos problemas da condição humana.
Podemos constatar, que de facto no texto auto biografia, há uma carga maior de emoções, não é meramente informativo.
As experiências pessoais constituem uma fonte de aprendizagem ao longo da nossa vida.
Sou portuguesa, vivo numa aldeia a 7 km de Viseu. Tenho as minhas origens nesta cidade, que considero a mais linda de todas.
Sou gémea de bolsas distintas. A minha mãe não teve tempo para se deslocar à maternidade, e a minha irmã nasceu em casa com a ajuda de uma parteira da aldeia, juntamente com a minha avó materna. Naquele tempo, os transportes eram escassos e o meu tio, irmão da minha mãe, como estava sempre por perto, levou-a para o hospital.
Duas horas mais tarde e já na maternidade, nasci eu e só nessa altura é que a minha mãe se apercebeu tinha tido dois bebés. Não há dúvida, que as novas tecnologias vieram fazer a diferença.
Passamos então a ser, quatro rapazes e três raparigas. Passados dois anos, com o nascimento de mais um rapazinho, a família ficou completa, oito filhos, com diferença de idade de cerca de 2 anos. Antigamente, era de tradição darem os nomes dos padrinhos aos afilhados. Tenho a felicidade de ter uma irmã gémea, e os nossos nomes foram escolhidos pela irmã mais velha. Se não o fosse, hoje teria o nome de Arlete, nome da minha madrinha
Apesar de o meu pai trabalhar como emigrante, não tivemos recursos suficientes para poder estudar, como éramos uma família grande, todos tivemos de trabalhar para ajudar a minha mãe. Penso que a ausência paternal fez com que eu lutasse para ser o que sou hoje.
A minha trajectória de vida esteve sempre em mudança. Quando sai da escola, (educação Informal) na altura não me preocupei muito, o método de ensino era severo e rigoroso. Só uma professora se diferenciou em relação às outras, professora Isabelina era assim que lhe chamávamos, era atenciosa e preocupada connosco. Foi então que ingressei no mercado de trabalho, com 12 anos de idade. Foi na restauração que me fixei mais tempo. Lidar com o publico não é fácil, mas dá-nos uma grande lição de vida. Aprendi a lidar com vários tipos de situações, o que fez com que eu começa-se a aprender a saber estar e a saber ser.
Já aos 18 anos, apercebo-me que o mundo mudava. Fiz o curso que me lançou para a criação e venda de publicidade. Actualmente, tudo o que foi aprendido ficou desactualizado, pois as novas tecnologias inovaram por completo a realização das mesmas. Mais tarde emigrei, na suíça conheci novas culturas e línguas, novos métodos de trabalho.
Nunca tive receio de me aventurar, de fazer algo de novo, de diferente. Aprendi muito com todas essas experiências. Hoje, devido à responsabilidade e a aprendizagem ao longo da vida, (educação não formal), as minhas escolhas são mais ponderadas.
A formação profissional actuou num espaço tridimensional, tenho consciência de que as vivências, as experiências e os conhecimentos que adquiri, foram muito importantes. E esta educação não formal reforçou a minha óptica de ver como é importante, a justiça social o respeito pelos direitos humanos e a tolerância. Esta formação ajuda-nos a conquistar relações mais ricas entre as pessoas. É uma educação para novas relações e para novas expressões do ser social.
Todos os trabalhos de grupo, ideias, actividades integradoras que realizei, fez crescer em mim uma motivação intrínseca, pois todas estas mudanças e exigências fizeram com que tivesse a necessidade de ter um pouco de conhecimento em todas as áreas, cidadania, cultura e tecnologias, Cada vez mais as empresas procuram profissionais multifuncionais, para conseguir vencer a grande batalha entre o sucesso e o fracasso, por isso, é preciso aperfeiçoarmo-nos de acordo com o mercado.
Durante as nossas vidas aprendemos a filtrar a emoções. Se pudesse viver de novo, daria mais afecto às pessoas queridas que já partiram, porque a saudade é demasiado longa.
E mudaria certamente o meu percurso escolar, porque a aprendizagem faz parte da vida.
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